O Rio Grande do Norte ganhou um pedacinho piauiense bastante representativo na Feira Nordestina da Agricultura Familiar, que aconteceu em Natal. Fora o Estado anfitrião, o Piauí levou a maior delegação, com mais de 100 pessoas, entre expositores e gestores. Ao todo, foram comercializados R$32.466,53 em produtos piauienses.

A verdade é que a Feira Nordestina da Agricultura Familiar é uma grande vitrine para pequenos produtores. A governadora Regina Sousa fez questão de participar, pessoalmente, da comitiva piauiense. Ela já foi quebradeira de coco e sabe a importância deste trabalho.

Governadora esteve junto com comitiva piauiense - DivulgaçãoGovernadora esteve junto com comitiva piauiense - Divulgação

Câmaras Técnicas

O Consórcio Nordeste teve a iniciativa de fazer as câmaras técnicas que discutem diversos assuntos.

 "Existe a Câmara da Agricultura Familiar que resolveu fazer essa grande feira para mostrar para o Brasil que o Nordeste tem uma grande produção. São muitas novidades que o país não conhece e precisa conhecer para deixar de achar que o Nordeste é o patinho feio da nação. Então, essa feira serve para isso: mostrar o Nordeste para o Brasil, e mostrar a importância da agricultura familiar para nossa mesa”, destacou a chefe do executivo estadual.

Os produtos piauienses, que como o povo bem sabe são deliciosos, não paravam nas prateleiras dos stands. "Expomos a nossa famosa cajuína, bebida típica da região, e também o artesanato, o mel e outros produtos que demonstram a riqueza da agricultura familiar", revela Patrícia Vasconcelos, secretária da Agricultura Familiar do Piauí.

Secretária fala sobre fortalecimento de políticas públicas - DivulgaçãoSecretária fala sobre fortalecimento de políticas públicas - Divulgação

Troca de experiências

A secretária afirma que o ganho vai além da renda, é também troca de experiências e fortalecimento de políticas públicas para a agricultura familiar. 

"Sem dúvidas, foi um evento que abriu oportunidades para que as associações e cooperativas do Piauí e dos outros oito estados nordestinos demonstrassem seus produtos e serviços. É a agricultura familiar que põe comida na mesa dos brasileiros, e comida sem agrotóxico, saudável", acrescenta. Divulgar a produção da agricultura familiar é necessário para ampliar a comercialização. 

É preciso, portanto, conquistar novos mercados no varejo, gerando mais renda para os nossos agricultores e agricultoras e levando alimentos saudáveis para a população. A feira é uma iniciativa que leva esse propósito", aponta Patrícia Vasconcelos.

Instalação mostrou a força da mulher quebradeira de coco

Fátima Guimarães, de 58 anos, é estudante do curso de Educação no Campo da Universidade Federal do Piauí. Além disso, é produtora de cinema. Ela uniu os dois talentos para retratar, através de uma instalação, mulheres fortes que empreenderam na quebra do coco babaçu. "Quando comecei, pensei na lembrança da minha avó, que era cega e quebradeira de coco. Então busquei pesquisar sobre mulheres fortes", explica.

Exposição mostra a força da riqueza local das quebradeiras de coco - DivulgaçãoExposição mostra a força da riqueza local das quebradeiras de coco - Divulgação

Coco Babaçu

A pesquisadora viajou o Piauí para enriquecer a própria pesquisa e aí foi colecionando registros. "Conheci várias pessoas do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, que inclui Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins. Então peguei a história das mais velhas. Alice, por exemplo, foi vereadora na década de 80, em Esperantina, sendo quebradeira de coco. E hoje temos uma governadora que foi quebradora de coco", revela.

A exposição, bastante elogiada, traz as fotografias envoltas de cenografia que indica a cultura piauiense. "Comecei a fazer registros e fotografias. Então fizemos um encontro e fiz um artigo para falar sobre a cultura da quebradeira de coco. Como faço cinema, gostei de produzir conteúdos nesse aspecto", avalia.

Instalação foi montada durante a feira - DivulgaçãoInstalação foi montada durante a feira - Divulgação

Espaços

A instalação de Fátima Campos foi um dos espaços mais disputados da Feira Nordestina da Agricultura Familiar. A instalação mostra a mulher campesina sob a ótica da estética cinematográfica.