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Fique sabendo tudo sobre a reabertura do setor produtivo

A tão aguardada abertura gradual das atividades econômicas em Teresina no contexto da pandemia do novo coronavírus vem à tona para os teresinenses. Agora o setor produtivo volta a movimentar as engrenagens nesta segunda-feira (6), na tentativa de impulsionar a economia e rever prejuízos da paralisação.

Para isso, a Prefeitura Municipal de Teresina estudou protocolos de abertura com as entidades responsáveis com cada setor até a chegada de um denominador comum. Após muitas conversas e mudanças, enfim há um plano de ação até o dia 13 de julho. A partir de então será avaliada a abertura de outros setores em etapas.

É o que explica Francisco Canindé, secretário municipal de finanças. A primeira etapa envolve o setor produtivo. “A abertura será feita a partir de critérios técnicos de uma matriz de risco dividida em quatro categorias. No primeiro momento, nesta segunda-feira, dia 6, serão abertos setores da indústria, agropecuária e material de construção em delivery e drive-thru. Os setores da agropecuária e indústria vão abrir quatro dias por semana por seis horas diárias, respeitando o limite de 50% dos funcionários e um cliente a cada quatro metros quadrados”, explica.

No dia 13 de julho inicia a segunda etapa com abertura da cadeia de automóveis, além das lojas de materiais de construção civil de portas abertas, continuando com os critérios de 50% dos funcionários e um cliente a cada quatro metros quadrados. “Também abrindo quatro dias na semana e por apenas seis horas por dia. Também tem que obedecer o critério do decreto. Empresas com mais de 40 funcionários a testarem todos os funcionários com mais de 60 anos e ou que tenham comorbidades. O protocolo também estabelece álcool em gel, máscara e medidas de higiene que já conhecemos”, acrescenta Canindé.

Como fica a construção civil?

Ao contrário dos demais descritos acima, a construção civil abrirá de forma diferente. Com o protocolo definitivo e o retorno programado para terça-feira (7), a construção civil está animada para a retomada de empreendimentos. “Retornaremos às nossas atividades essenciais com 100% do nosso quadro de funcionários, de terça a quinta-feira, com oito horas de jornada de trabalho. Vamos cumprir todas as exigências de segurança”, disse o Sindicato da Indústria e “da Construção Civil (Sinduscon) em nota.

Construção civil volta com jornada reduzida. Crédito: divulgação.

A categoria tem reforçado que os canteiros de obras têm mínimas chances de trazerem riscos à saúde dos funcionários, já que são abertos e as aglomerações podem ser completamente evitadas. “Vamos medir a temperatura dos colaboradores, incentivar a higienização das mãos, com disposição de álcool, água e sabão, além de informações importantes sobre prevenção e cuidados. Nos horários de intervalo e refeição, será reforçado o distanciamento entre os funcionários. Estamos preparados para a retomada segura”, reforça o Sindicato.

O que já está funcionando?

Serviços essenciais não deixaram de funcionar na pandemia do novo coronavírus em Teresina. Supermercados, drogarias e serviços médicos estiveram abertos a maior parte do tempo, salvo os supermercados que fecharam as portas em dias específicos oficializados pela Prefeitura Municipal de Teresina.

As clínicas médicas, no primeiro momento, focaram em atendimentos de urgência, adotando a medicina remota em diversos procedimentos. Recentemente serviços eletivos, como consultas e exames foram liberados pelos conselhos profissionais.

É o caso da oftalmologista Walda Eulálio Santos, que atende em uma clínica particular de Teresina. Ela explica que existem urgências oftálmicas que precisam de consultas e exames, ainda que em regime eletivo. “Descolamento de retina, por exemplo, depende de avaliação e mapeamento de retina, sob risco do paciente perder a visão pela interrupção no fornecimento de nutrientes para essa parte do olho. Então esses atendimentos terminam sendo essenciais, pois a visão de alguém é o sentido mais importante. Para isso adotamos uso obrigatório de máscara e distanciamento físico sempre que possível, além da triagem de pacientes com sintomas gripais. Também diminuímos as agenda de consultas para evitar aglomeração”, revela. 

Walda Eulálio Santos, oftalmologia. Crédito: Divulgação.

A médica explica que é preciso criar consciência nas pessoas. “Algumas informações precisam ser destacadas, como não levar a mão aos olhos, nariz e boca. As nossas mucosas são porta de entrada para microorganismos, por isso o uso da máscara é imprescindível. Se possível, um face shield ou mesmo um óculos para lembrar de não colocar o dedo nos olhos, que terminam esquecidos no quesito proteção. Lavar sempre as mãos todo mundo já sabe, mas não custa ressaltar. Além do álcool gel a 70%, claro”, acrescenta a oftalmologista.

A nutricionista Larisse Coutinho enfrenta os mesmos desafios. Ela retornou ao trabalho com atendimentos presenciais esta semana, priorizando a agenda para atendimentos mais urgentes que precisam da prescrição de exames. “Retornamos com todas as medidas de segurança. Orientamos que o paciente vá sozinho, exceto em casos onde há a necessidade, como idosos e crianças. É obrigatório utilizar máscara e dispomos de álcool gel. Com relação aos exames,como bioimpedância, há a higienização das mãos e do aparelho. Está tranquilo, marcando por hora, com a chegada apenas cinco minutos antes do horário. Estamos tendo um retorno positivo, porque muita gente precisa do atendimento por problemas de saúde”, finaliza.

Larisse Coutinho, nutricionista. Crédito: Divulgação.

Varejo permanece sem previsão de reabertura

Um dos setores mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus, sem dúvidas, é o varejo. Lojas de roupas, eletrodomésticos e de decoração, por exemplo, tiveram que adotar os meios virtuais para manter os negócios em dia, apesar das dificuldades inerentes à situação. No entanto, não há previsão de data ou de critérios para a reabertura desses setores.

Segundo o prefeito Firmino Filho, que vem divulgado informações em suas redes sociais, embora Teresina tenha chegado ao platô, isto é, a estabilização do nível de infecção, é preciso ver como a cidade vai se comportar nos próximos dias com a abertura de setores produtivos.

O prefeito ressaltou que é preciso manter o nível de infecção abaixo de 1 e os leitos de UTI com ocupação abaixo de 70% para pensar na possibilidade de reabertura de setores como o comércio varejista. 

Bares e restaurantes 

Apesar de manter as vendas através de delivery, os restaurantes e bares também foram afetados pela crise da covid-19. No entanto, também não há expectativa para a abertura de atendimento presencial para refeições e bebidas. No novo normal, estes estabelecimentos deverão fortalecer as vendas em aplicativos e plataformas próprias, ou se adequarem ao chamado drive-thru.


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