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Flexibilizar a quarentena é bom para a economia?

Em tempos de discussão sobre a flexibilização das regras de isolamento social decorrentes da disseminação de Covid-19 e tendo em vista que alguns estados já tomaram medidas nesse sentido, Antonio Neto, Secretário de Estado do Planejamento, e a economista Fernanda Moita definiram aspectos importantes sobre as possibilidades do Piauí neste panorama.

Antônio Neto e Fernanda Moita consideram que há três aspectos básicos a considerar quando se trata do Piauí: a estrutura hospitalar, a estrutura social e a visão estratégica do Estado no trato do problema. “A estrutura hospitalar do Estado tem um pilar muito relevante em Teresina, de modo que a flexibilização do isolamento acarretará sobrecarga do seu sistema de saúde, seja pelo aumento do número de casos dentro da capital, seja pelo aumento do número de casos em cidades vizinhas. Adicionalmente, a circulação de pessoas e veículos, ainda que parcial, tende a aumentar a demanda hospitalar decorrente de outras intercorrências, tais como acidentes de trânsito, etc.”, reforçam o secretário de Estado e a economista.

FOTO: Arquivo MN

A doença no Estado está em clara ascensão e as estimativas realizadas até agora mostram que, sem um isolamento bem-sucedido, os leitos hospitalares no Piauí poderão ficar sobrecarregados durante o mês de maio. Isto, não obstante o governo do estado ter já ampliado o número de leitos com UTI em 210, e no todo, criado cerca de 600 leitos hospitalares no território estadual.

O segundo aspecto é: a estrutura social no Piauí favorece o potencial de contaminação. De acordo com o IBGE, os domicílios piauienses, atualmente, possuem renda media mensal de R$ 827,00 por pessoa, ocupando a 24º posição entre os 27 estados. Isto implica que parte considerável da população configura-se de baixa renda, o que afeta diretamente as condições de moradia: poucas casas possuem condições físicas de isolar apenas o doente infectado ou a pessoa vulnerável, podendo gerar, rapidamente, novas cadeias de infecção.

Esses dois aspectos (estrutura hospitalar e estrutura social) remetem ao terceiro: a visão estratégica do Estado no trato do problema. 

“A saída do isolamento requer visão estratégica de acompanhamento. É necessário observar indicadores favoráveis como a diminuição de casos confirmados, o aumento da disponibilidade de leitos e assistência de saúde, o aumento da disponibilidade de testes, dentre outros. A retomada deve ser condicionada à redução de casos e ao achatamento da curva, sendo que no Piauí, o número de casos continua crescente em alguns territórios do Estado. O governo poderá estabelecer fases para a flexibilização, por setores, sabendo que cada setor possui um tipo de atividade que requer protocolos próprios para minimizar o contato físico e as chances de contaminação. Com isso, não é recomendável flexibilizar o isolamento sem que esses pré-requisitos sejam atendidos”, apontam.

Medidas de isolamento retardam propagação do vírus

As medidas de isolamento social têm se mostrado eficientes para retardar a propagação da infecção. “Inclusive seu relaxamento, se fora das condições estabelecidas, ameaça colapsar os sistemas de saúde. O fim do isolamento implicará o crescimento de casos e por consequência o aumento de óbitos, isto é fato. Paradoxalmente, esse mesmo achatamento da curva de expansão do vírus, é também o responsável por colocar inúmeras famílias e empresas em vulnerabilidade decorrente da paralisação por mais tempo, das atividades econômicas que lhes dão sustento”, refletem.

FOTO: Reprodução Internet

Eles citam ainda orientações da Organização Mundial da Saúde para possibilitar o retorno das atividades. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, no dia 13 de abril, os critérios que devem ser avaliados pelos governos antes de suspender as medidas de isolamento social como forma de prevenção da Covid-19, conforme amplamente divulgado. Além da OMS, especialistas apontam premissas para a flexibilização: primeiro, estar na etapa de estabilização ou, de preferência, de queda no número de novos casos da doença. Segundo, que o sistema de saúde não esteja sob grande estresse, de modo que, se houver um rebote por conta da flexibilização a situação não seja dramática, mas controlável”, indicam.

Considerando o contexto global, a ciência precisa ser levada em conta. “Analisando a questão pelo aspecto puramente da saúde, não há muito que discordar da OMS e dos especialistas, ao contrário, há que se louvar o esforço e a união da comunidade científica internacional por, em tão pouco tempo, produzir e disponibilizar tanto conhecimento a respeito dessa pandemia, isto num ambiente mundial francamente aberto, pela web, ao exercício do contraditório. A discussão da flexibilização, portanto, surge não tanto da recusa da ciência, mas do desafio de conciliar ciência e economia”, defendem Antonio Neto e Fernanda Moita. (L.A.)

Atenção também voltada para a economia

No cenário onde a atenção se volta para a saúde, o secretário Antônio Neto e a economista Fernanda Moita ressaltam que é preciso conciliação entre a saúde e a economia. “Nesse contexto, afirma-se: uma é inerente à outra. A lógica é: quanto mais rápido e descontrolado for o contágio da população, maior será o colapso na saúde, fazendo com que a doença permaneça fora de controle por mais tempo e atinja mais pessoas, aumentando incerteza e medo. Em economia, incerteza e medo diminuem as expectativas dos agentes econômicos, fazendo com que empresas e famílias adotem medidas conservadoras e evitem aumento de consumo, novas contratações e investimentos. Ou seja, quanto maior for o descontrole do contágio, maior será o tempo necessário para que a economia se recupere. Significa dizer, esperar pelas condições seguras de flexibilização pode resultar em recuperação mais rápida da economia”, estabelecem.

FOTO: Raíssa Morais

Medidas governamentais permitem um alento aos malefícios causados à pandemia. “É preciso, contudo, observar a questão financeira das pequenas empresas e o desemprego. Nesse aspecto, o governo do estado já estabeleceu a redução do ICMS sobre venda de álcool gel e máscaras; linha de crédito para empresas que produzem insumos usados no combate ao vírus; prorrogação do IPVA, com desconto; parceria como Banco do Brasil para conceder novos créditos à população; em parceria com os lojistas, criação de um aplicativo para permitir delivery no comércio (www.piauidelivery.com)”. 

De acordo com eles, observa-se, ainda, desinformação entre os pequenos empreendedores a respeito das medidas econômicas protetivas às empresas, tanto do Governo Estadual quanto Federal. “Nesse sentido, o Estado está estudando mecanismos para superar essa questão, de modo a, rapidamente, fazer chegar o benefício até essas empresas. O reconhecimento da União para a situação de calamidade pública do Piauí, ocorrido na quinta feira, 23/04/20, possibilitará a vinda de mais recursos para o Estado, viabilizando a operacionalização das medidas de apoio às pequenas empresas e de combate ao desemprego que estão sendo delineadas. Enfim, cabe a todos perseverar para que essa calamidade passe logo e aproveitemos bem as novas possibilidades que advirão da futura conjuntura”, finalizam. (L.A.)


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