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Massa polar da Patagônia provoca chuvas no Piauí

Sabe aquele tempo abafado que logo depois se transforma naquela chuva rápida? Pois é, essa experiência ocorreu em boa parte do Piauí, inclusive em Teresina, durante a semana. Mas o que explica essas chuvas supostamente fora de época? Segundo a climatologia, ventos e frentes frias do extremo Sul do mundo, a Patagônia, podem interferir no clima do Nordeste.

No entanto, as chuvas de junho não são fenômenos inéditos. “Tradicionalmente o que conhecemos por estação chuvosa no Piauí tem uma fase antecedente é uma fase de finalização. A pré-estação começa tradicionalmente em dezembro e a pós-estação em maio”, explica Werton Costa, climatologista e professor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

Professor Werton Costa. Crédito: Raíssa Morais.

As chuvas são caracterizadas pela formação de pancada de chuva isoladas, a partir de chuvas de pequenos volumes. “Tanto que o volume de dezembro oscila 100 e 110, enquanto maio 120 e 150. A quadra chuvosa de janeiro a abril de 200 a 300. Mas o que acontece após maio? A tendência da atmosfera é reduzir a umidade relativa do ar e do silo, além da nebulosidade, e reduzindo a chuva, aumentando a temperatura e a insolação. Mas os meses posteriores a março tem chuva”, acrescenta o climatologista.

Ao longo de 100 anos que todo mês do ano tem um manifesto de chuva no Piauí. Mas meses como julho a setembro têm valores desprezíveis de chuva. “No entanto, todo mês pode chover no Piauí. A média de chuva em junho, para teresina, é de 30 mm, que foi ultrapassada por uma única chuva de 33 mm. Mas isso vem de umidade residual. Junho vem com maior intensidade chuvas na costa leste, que vem do Rio Grande do Norte e o recôncavo baiano”, explica Werton. 

Quando as ondas de leste são mais intensas, a umidade atravessa todo o sertão, zona da mata e chega ao Piauí, formando nuvens. “Mas também ocorre chuva em meses secos quando vem os ventos da Patagônia pelo Recôncavo Baiano até o Piauí, criando nuvens de chuva. Essas chuvas de agora têm interferência do ar polar, pois a partir de 21 junho inicia o inverno do hemisfério sul e esse inverno é mais perceptível no sul e Sudeste. Aqui não percebemos isso porque não há frio, há mais radiação solar com redução da umidade”, finaliza Werton Costa.


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