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Notificação compulsória é essencial para combater pandemias

A vigilância em saúde pública é essencial para conter enfermidades que possam abalar o sistema de saúde

Após a Covid-19 não é difícil entender porque a notificação de doenças contagiosas precisa acontecer de forma obrigatória. Instituída no final do século XIX, a notificação compulsória é um importante precursor dos serviços de vigilância em saúde pública, sendo utilizada até hoje como estratégia para o controle, redução, prevenção e erradicação de muitas doenças, evitando assim, uma possível epidemia.

O principal motivo da notificação é fornecer para os órgãos competentes informações de doenças que são transmissíveis, apresentam letalidade ou outro tipo de impacto na saúde. A partir disso poderão ser tomadas medidas de promoção da saúde, com proteção da população e controle da doença.

Vale ressaltar que, na maior parte dos casos, a doença não precisa ser confirmada para que seja realizado o registro. Caso não sejam notificados os casos suspeitos, pode-se perder ou comprometer a oportunidade de intervir de forma oportuna, eficaz e eficiente na disseminação da doença.

Segundo Mônica são 48 doenças de notificação compulsória/reproduçãoSegundo Mônica são 48 doenças de notificação compulsória/reprodução

Sistema

É o que explica Mônica Cronemberger, enfermeira e técnica do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). “Doenças de notificação compulsória são seguidas por uma nota técnica do Ministério da Saúde. Então notificamos casos em unidades de saúde. Essas notificações são realizadas e chegam no CIEVS para que possamos verificar onde e quais as doenças estão ocorrendo. Ao todo, são 48 doenças de notificação compulsória”, explica.

SINAM

Em 1998, foi implantado o sistema de informação de agravos de notificação, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), que tem como objetivo coletar, transmitir e disseminar dados gerados pelo sistema de vigilância epidemiológica, por intermédio de uma rede informatizada, para apoiar o processo de investigação e dar subsídios à análise.

Márcia Araújo, bióloga e interlocutora do SINAN, aponta como o controle é importante. “Nós temos um link onde todo o material coletado é repassado a todos os 224 municípios. Quando acontece algum agravo que chame a atenção, o município entra no CIEVS, preenche o link e a equipe faz a consolidação dos dados. Já no SINAN o boletim é semanal, com lotes on-line”, acrescenta.

Márcia Araújo aponta como o controle é importante/reproduçãoMárcia Araújo aponta como o controle é importante/reprodução


CIEVS: apoio na pandemia do coronavírus

Criado em fevereiro de 2020 no Piauí, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), tem a finalidade de detectar e apoiar a intervenção sobre emergências de saúde pública, visando evitar a propagação imediata de doenças. Em funcionamento há mais de um ano, o Centro atende, diariamente, cerca de 130 notificações.

O CIEVS é fundamental para o combate à pandemia do novo coronavírus. De acordo com Amélia Costa, coordenadora de epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), é fundamental o trabalho do Centro. “Vigilância da doença, do ambiente, do que se consome, saúde do trabalhador. Esse é o objetivo do CIEVS”, considera.

Dra. Amélia Costa diz que é fundamental o trabalho do CentroDra. Amélia Costa diz que é fundamental o trabalho do Centro

 CIEVS

O CIEVS faz parte do Vigiar SUS, do Ministério da Saúde, que tem como principal objetivo ampliar e fortalecer ações locais para uma resposta mais rápida e oportuna sobre o comportamento do vírus da Covid-19.

Adriano Arnóbio, coordenador da Rede Vigiar, “O CIEVS do Piauí é um componente da rede Vigiar SUS. A proposta é ampliar o monitoramento e avaliação de agravos. Então tem que funcionar durante 24h por dia”, define. O Vigiar SUS foi modelado dentro do contexto da pandemia e representa mais segurança, tecnologia e saúde para a população brasileira.

Dentro do CIEVS existe um setor para o monitoramento e identificação de casos de arboviroses, que são as doenças causadas pelos arbovírus, que incluem os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. As notificações ocorrem de forma imediata e podem ser realizadas por profissionais de saúde da rede pública e privadas, clínicas, hospitais e comunidade em geral, através do telefone (86) 3216-3606, ou durante plantão 24h.(L.A)

Adriano coordena a rede Vigiar/reproduçãoAdriano coordena a rede Vigiar/reprodução


Malária: grande letalidade em crianças

Conforme dados da organização mundial de saúde, todo ano, cerca de 430 mil pessoas morrem por causa da malária, uma infecção parasitária. Entre elas, 70% são crianças com menos de 5 anos de idade. É uma doença evitável, detectável e tratável, que se apresenta mais comumente em regiões mais pobres do país. Em decisão histórica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou e recomendou uma vacina contra a doença no dia 16 de outubro de 2021.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica. Depois de quase uma década de constante progresso no controle da malária, o Brasil volta a registrar aumento expressivo do número de casos. Até recentemente, tudo parecia caminhar bem. Mas, nos últimos dias, o Piauí registrou 20 casos confirmados e 152 casos suspeitos da doença nas cidades de Joaquim Pires, Amarante e Miguel Alves.

A Sesapi, com apoio de técnicos da Fiocruz e do Ministério da Saúde, desenvolve ações, como borrifação das casas, busca ativa e monitoramento dos pacientes, para controlar uma possível epidemia da doença.

Piauí possui casos de malária/reproduçãoPiauí possui casos de malária/reprodução

Miguel Alves

Atualmente, Miguel Alves tem 16 casos de malária, sendo três de reinfecção. Os primeiros casos registrados foram de pacientes infectados que vieram do estado do Pará para a cidade piauiense. Vale destacar que a malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito anopheles, infectada pelo microrganismo plasmodium. A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa.(L.A)


Epidemiologia nos municípios do Piauí

Nos 224 municípios do Piauí, Sesapi presta acompanhamento para as prefeituras, em especial aos órgãos de saúde, no tocante a parte epidemiológica, com intuito de evitar epidemias no estado. No acompanhamento realizado pelo CIEVS, são desenvolvidos planos e estratégias básicas de vigilância em saúde.

Os técnicos dos CIEVS passam continuamente por capacitações realizadas por equipes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O treinamento é realizado para melhor atender a população piauiense e evitar surtos de doenças.

Com a pandemia, foi necessário ter um acompanhamento da situação de cada município. Para isso, a tecnologia foi a ferramenta fundamental e utilizada na atualização dos dados, que proporciona uma visão geral dos registros no Estado.(L.A)


Covid-19 trouxe medidas rígidas

Mais de 600 mil pessoas morreram em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus no Brasil. O primeiro caso no país foi registrado no final de fevereiro de 2020. Enquanto as pessoas estavam reclusas dentro de casa sem saber o dia de amanhã, somente os profissionais da saúde estavam trabalhando arduamente para salvar vidas.

Com objetivo de combater a doença, o Governo do Estado adotou medidas e protocolos para controlar os casos de infecções no Piauí. Dentre as medidas, o governo estadual tornou o uso da máscara obrigatório, determinou o lockdown, o toque de recolher, e implantou barreiras sanitárias nos municípios.

Governo do Piauí tem adotado medidas de combate ao Covid-19/reproduçãoGoverno do Piauí tem adotado medidas de combate ao Covid-19/reprodução

Contaminados

A rede hospitalar do estado precisou de reforço imediato para atender aos pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Devido a demanda, o governo aumentou o número de leitos de UTI, clínicos e de estabilização em todas as unidades estaduais. Ao todo, foram mais de 600 leitos clínicos, mais de 300 UTIs e mais de 60 leitos de estabilização. Nesta ampliação, foram atendidos hospitais de todas as regiões do estado, muitas delas com a capacidade dobrada.

Em janeiro de 2021, chegou o primeiro lote de vacina contra a Covid-19 no Estado, trazendo esperança de dias melhores. Mais de 2,1 milhões de pessoas estão com o ciclo vacinal completo no Piauí.(L.A)


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