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Piauí tem laboratório para diagnóstico de doenças raras

As doenças raras são crônicas e, em geral, associadas a elevadas morbimortalidades. No Piauí, foi implantado um laboratório especializado no diagnóstico destas doenças

As doenças raras podem ser definidas como aquelas que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil. São classificadas de acordo com os quatro principais fatores: incidência, raridade, gravidade e diversidade. 

No Piauí, foi implantado um laboratório especializado no diagnóstico destas doenças. O Laboratório de Imunogenética e Biologia Molecular funciona na Universidade Federal do Piauí (UFPI).

No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas possuem alguma doença rara. Segundo o Ministério da saúde, atualmente existem no país cerca de 240 serviços que oferecem ações de assistência e diagnóstico.  No entanto, por se tratarem de doenças raras, muitas vezes elas são diagnosticadas tardiamente.

Laboratório é especializado em diagnóstico - reproduçãoLaboratório é especializado em diagnóstico - reprodução

Espaço

Ester Miranda, pesquisadora e biomédica, explica a importância do espaço.  “Existem exames que só são realizados aqui no LIB. Hoje temos um setor de citogenética, que é o principal exame para identificar problemas genéticos. Além de exames para diagnóstico de leucemia”, explica.

As doenças raras são crônicas e, em geral, associadas a elevadas morbimortalidades, uma vez que possuem uma evolução progressiva, degenerativa e incapacitante. Além disso, possuem uma identificação difícil, isso se deve a diversos fatores que vão desde a limitação dos métodos diagnósticos, dificuldade de acesso aos serviços de saúde, escassez de serviços e profissionais especializados, bem como seu treinamento.

Ester Miranda, pesquisadora explica a importância do espaço LIBEster Miranda, pesquisadora explica a importância do espaço LIB

Genética médica

Segundo dados da sociedade brasileira de genética médica, o Brasil conta com apenas 150 profissionais especializados em doenças raras. Existem de seis a oito mil tipos de doenças raras, em que 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade; 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética. Algumas dessas doenças se manifestam a partir de infecções bacterianas ou causas virais, alérgicas e ambientais, ou proliferativas.

Dengue: Piauí aumenta em 55,2% dos casos

Com o coronavírus, aprendemos a importância do esforço coletivo contra uma doença. Podemos usar essa lição para diminuir a incidência da dengue, doença que pode ser prevenida ao controlar o Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus. No Piauí, houve um aumento de 55,2% no número de casos, conforme dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).

Ainda segundo os dados da Sesapi, as cidades de Teresina, Picos, Gilbués, Bom Jesus e Monte Alegre são os municípios piauienses que mais apresentaram novos casos da doença.

Casos

Segundo a organização pan-americana de saúde, o Brasil registrou cerca de 1,5 milhão de casos de dengue em 2020. O Ministério da Saúde aponta que os números continuam a subir nos primeiros meses de 2021, em diversas regiões. O crescimento foi registrado em comparação aos casos ocorridos no mesmo período no ano passado.

Ocimar Alencar, supervisor de entomologia da Sesapi, explica que a doença se apresenta de forma benigna ou grave, algo que depende de cada organismo. “A maioria dos pacientes se recuperam com pequenas manifestações clínicas leves. Muitas pessoas têm contato com a doença e não sabem, pois ficam assintomáticos”, explica.

Dengue vem sendo combatida no país - reproduçãoDengue vem sendo combatida no país - reprodução

Tratamento

A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. O vírus é transmitido pela picada da fêmea, que é um mosquito urbano e diurno que se reproduz em depósitos de água parada. Como a dengue é uma doença viral, o tratamento é feito para aliviar os sintomas, por meio da prescrição de anti térmicos, ingestão de líquidos e repouso.

O médico infectologista Nayron Ferreira explica que as pessoas devem estar atentas ao mosquito. “A dengue hemorrágica depende de internação imediata e cuidados médicos. É a forma mais grave da doença e precisa de toda atenção”, avalia.(L.A)

Nayron Ferreira explica que as pessoas devem estar atentas ao mosquito - reproduçãoNayron Ferreira explica que as pessoas devem estar atentas ao mosquito - reprodução

Entre as comuns estão H1N1 e sarampo

Em meio à pandemia de coronavírus, outra doença comum em nosso cotidiano tem sido discutida amplamente, mas, ao mesmo tempo, não está ganhando o destaque que deveria em relação à prevenção e aos cuidados. Sim, estamos falando sobre a gripe. Apesar de já circular em nossa sociedade há mais tempo, inclusive com as suas variantes, o vírus da influenza pode ser bastante perigoso e, até mesmo, mortal, especialmente para crianças menores de 2 anos, idosos, doentes crônicos e obesos.

A gripe é causada pelo vírus influenza, que basicamente se subdivide em 3 tipos: A, B e C. O vírus do tipo A sofre constantes transformações na natureza e se classifica em diversos subtipos, sendo o h1n1 apenas um deles.

Já o sarampo também gerou um surto, mesmo a doença estando erradicada no Brasil há alguns anos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, o país registrou 8.419 casos de sarampo. A doença infecciosa grave e que pode levar à morte, foi registrado em 21 estados. O vírus não circulou no Piauí, além dos Estados do Acre, Roraima, Rio Grande do Norte, Paraíba e Espírito Santo.(L.A)

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