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Boeing 727 da TAP cai no aeroporto de Funchal e mata 131 pessoas

O acidente foi investigado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA)

A queda de um Boeing 727-282, da companhia aérea portuguesa TAP, que partiu de Bruxelas com destino a Funchal, caiu após a terceira tentativa de aterrissagem na pista do aeroporto da Ilha da Madeira. A tragédia resultou na morte de 6 dos 8 tripulantes e 125 do total de 156 passageiros que estavam a bordo, somando 131 mortos. O acidente aconteceu no dia 19 de novembro de 1977. As condições meteorológicas para o pouso era bastante desfavorável.

O acidente foi investigado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), que apontou como causa a impossibilidade de parar completamente a aeronave até ao final do comprimento da pista, devido a diversos fatores, como condições meteorológicas desfavoráveis, aquaplanagem, velocidade de aproximação excessiva, "Flare" longo e comando direcional brusco após o toque na pista. Este acidente é conhecido como o segundo pior acidente aéreo de Portugal e o primeiro com fatalidades na história da TAP.

Imagem: Reprodução/InternetImagem: Reprodução/Internet

No dia seguinte a cauda do avião foi pintada, ocultando assim a logomarca da companhia aérea TAP, para evitar que o acidente desse origem a uma má imagem da empresa.

A aeronave acidentada era do modelo Boeing 727-282B (Série 20 972), fabricado pela The Boeing Company no ano de 1975, portanto considerada nova. No seu registo foi-lhe atribuída a matrícula CS-TBR e o nome "Sacadura Cabral", em homenagem ao aviador português Artur de Sacadura Freire Cabral. O avião acumulou 6 154 horas de voo e efetuou 5 204 aterrissagens até o dia do acidente.

Durante as investigações, constatou-se que a aeronave estava regulamentada e mantida conforme as recomendações de manutenção do fabricante, e também não foi encontrado nenhum defeito nos sistemas e componentes da aeronave.

Imagem: Reprodução/InternetImagem: Reprodução/InternetImagem: Reprodução/Internet

Após este acidente, o único com vítimas mortais da companhia TAP, a pista foi aumentada duas vezes e atualmente possui 2 781 metros de comprimento, alguns deles conseguidos através de pilares construídos sobre o mar, num projeto da autoria de António Segadães Tavares, premiado mundialmente graças a essa obra de grande mestria, que reviu e adaptou um projeto do engenheiro Edgar Cardoso, elaborado em 1980, aquando da primeira ampliação da pista para 1 600 metros de comprimento.

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