Quase 900 pessoas morreram em consequência da passagem do furacão Matthew sobre o Haiti. O auge do furacão foi exatamente nesta data, em 7 de outubro de 2016. O balanço oficial feito pela Defesa Civil, inicialmente de 271 mortos, subiu ao final para 877. A Cruz Vermelha Internacional estimou que mais de 1 milhão de pessoas foram afetadas de algum modo, além das vítimas fatais, com a perda de suas casas, instalações comerciais, carros, falta de água e energia elétrica, sem contar a destruição causada ao meio-ambiente, com inundações e devastação de várias áreas de matas.

O furacão é o mais forte a atingir o Caribe desde 2007, e foi justamente no Haiti que o Matthew causou mais destruição. O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto em 2010 e até hoje ainda não se recuperou completamente.

Crianças caminham em frente a casas destruídas pelo furacão Matthew em Jeremie, no Haiti. (Foto: Hector Retamal/AFP) Crianças caminham em frente a casas destruídas pelo furacão Matthew em Jeremie, no Haiti. (Foto: Hector Retamal/AFP) 

O vento de cerca de 230 km/h derrubou árvores, barrancos e pontes, além de destruir milhares de casas. Militares brasileiros estão ajudando os moradores desde terça (4), quando o olho do furacão atingiu o Haiti.

O senador haitiano Hervé Fourcan disse à agência de notícias France Presse que o acesso a muitas regiões atingidas pelo furacão no país está difícil, então é provável que o número de mortes continue aumentando.

Na véspera da passagem, (6), a Cruz Vermelha lançou um apelo de emergência para obter ajuda imediata para 50 mil haitianos. Milhares foram levados para abrigos onde falta água e comida. Hospitais estão lotados e sem remédio.