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Maior ataque em boate gay, em Orlando, EUA, faz 50 mortos e 53 feridos

Foi em 12 de Junho de 2016, passados hoje quatro anos, que aconteceu o pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos, quando o atirador identificado como Omar Saddiqui Mateen, entrou armado em uma boite voltada para o público LGBT, em Orlando, nos Estados, Unidos, e fortemente armado começou a atiriar contra os participantes da festa.

O criminoso conseguiu matar 50 pessoas e deixar outras 53 feridas, muitas com gravidade. Mortos e feridos eram majoritariamente jovens. O atirador foi morto pela polícia.0:00/04:49

O último ataque de grandes  proporções,  comparáveis aos de 12 de junho de 2016, foi o massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos. Este de Orlando  é o pior massacre terrorista em solo americano, depois do 11 de setembro.

Crédito: Steve Nesius

Ao lado de representantes da polícia local, do FBI e de um líder muçulmano, o prefeito da cidade, Buddy Dayer, lamentou dar a notícia de que o número de mortos na casa noturna Pulse era maior que o estimado anteriormente. "Há sangue por todo lado", disse.

O atirador morreu durante a troca de tiros com a polícia. O FBI confirmou no início da tarde a identidade do suspeito: Omar Saddiqui Mateen. Ele tinha 29 anos e era um cidadão norte-americano, filho de pais afegãos.

Crédito: Doug Clifford

De acordo com as autoridades, uma semana antes, o suspeito comprou legalmente duas armas de fogo – uma pistola e uma arma de cano longo.

O agente do FBI Ronald Hopper disse em coletiva de imprensa ter recebido informações de que, antes do ataque, Mateen ligou para o número de emergência 911 e disse ser leal ao Estado Islâmico.

O suspeito já havia sido investigado porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Ele foi interrogado pelo FBI em duas ocasiões.

Apesar das investigações passadas, Omar Saddiqui Mateen não estava sendo investigado atualmente e não estava sob observação do FBI. Não havia, por enquanto, evidências de que ele tenha sido treinado ou orientado pelo Estado Islâmico, segundo a rede "CNN".

Mais cedo, uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico afirmou que o ataque foi realizado por um "combatente" do grupo, sem fazer referência à identidade de Mateen. O senador da Flórida Bill Nelson disse que não está confirmado que o grupo tenha assumido a responsabilidade pelo ataque.

Em entrevista ao canal de TV "NBC", o pai do suspeito descartou motivações religiosas para o ataque e citou comportamentos homofóbicos. "Isto não tem nada a ver com a religião", disse Seddique Mateen, acrescentando que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, quando viu dois homens se beijando durante uma viagem a Miami.

A ex-mulher de Mateen disse ao "Washington Post" que ele era violento, mentalmente instável e batia nela constantemente enquanto eles eram casados. Os dois ficaram juntos por 4 meses e não se falavam há mais de 7 anos.

Crédito: Globo News

Crédito: Getty Images / G. Mora


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