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Maior vencedor do Globo de Ouro, traz de volta morte de Sharon Tate

Figurando na 77ª edição Globo de Ouro com extraordinário sucesso, premiado com três estatuetas, o filme “Era Uma Vez Hollywood”, dirigido competentemente por Quentin Tarantino, trouxe de volta à memória das pessoas a tragédia que se abateu sobre a bela e talentosa atriz Sharon Tate, assassinada em agosto de 1969, dentro de casa, junto com 4 amigos que se hospedavam em sua casa. Sharon, considerada uma das mais belas atrizes de Hollywood de todos os tempos, estava grávida de oito meses, do diretor de cinema Roman Polanski.

Crédito: Paul Drinkwater/NBC via AP

Seu assassinato e de seus quatro amigos foi comandado Charles Manson, um ex-presidiário aspirante a músico, que havia criado uma comunidade hippie de jovens seguidores. Em duas noites assassinou sete pessoas entre 9 e 10 de agosto de 1969 com requintes de crueldade, num dos mais bárbaros crimes da história dos Estados Unidos.

Neste filme vencedor, o diretor e roteirista presta uma homenagem não só a Los Angeles de sua infância, mas também a uma era mágica em Hollywood, que terminou com o brutal assassinato de Sharon Tate pela família Manson em agosto de 1969. O filme trata principalmente da carreira de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), ator em decadência, e suas tentativas de se tornar novamente relevante, ao lado de seu fiel escudeiro, Cliff Booth (Brad Pitt).

Quentin Tarantino acertou em cheio, novamente com Era Uma Vez... Em Hollywood, e isso não deve ter sido nada fácil, pois o filme é bem ambicioso na sua reconstituição de época e também na grande quantidade de referências (reais ou inventadas).

Tarantino quis retratar na tela parte de sua infância e das suas memórias afetivas, e é por isso que o diretor e roteirista chama Era Uma Vez... Em Hollywood de seu filme mais pessoal.

Sabe-se que os filmes de Tarantino compartilham do mesmo universo, e este é como uma coletânea de melhores hits do diretor, com várias coisas que são características do seu trabalho.

O filme é uma ode a uma era perdida de Hollywood, a um momento que não volta mais, mas que ao mesmo foi muito mágico, e também uma máquina do tempo que transporta os espectadores para aquele tempo perdido e emocionante. É notável o carinho e o cuidado que os realizadores deste filme colocaram em cada quadro.

As cenas dos exteriores são impressionantes, pois o filme nos transporta ao final dos anos 60, com longas viagens de carro por uma Los Angeles ainda sem trânsito. Sempre foi uma marca registrada de Tarantino colocar diálogos incríveis enquanto os personagens estão dirigindo pra lá e pra cá.

Foi desta forma que saíram vários diálogos maravilhosos em seus filmes, e em Era Uma Vez... Em Hollywood não é diferente, mas aqui muitas delas são passadas em silêncio, enquanto vemos detalhes de uma cidade e um tempo perdidos, que não existem mais, a não ser no cinema da época e em reconstituições incrivelmente bem feitas, como as deste filme.

Todo o clima do filme é incrível, os cenários incluem vários cinemas maravilhosos e restaurantes que eu adoraria poder frequentar. Isso ainda é possível no Musso & Frank Grill, inaugurado em 1919, e que continua igualzinho a como era nos anos 60, e onde Rick Dalton e Cliff Booth se encontram com o personagem de Al Pacino.

Vários sets funcionam quase que como personagens, e um deles é um dos cinemas da cidade, o The Bruin, no qual Sharon resolve assistir a um dos seus filmes, The Wrecking Crew, com Dean Martin, para conferir a reação da plateia, algo aliás que o próprio Tarantino adora fazer com seus filmes.

Nesse filme, Tarantino fez tudo ao seu alcance pra tentar colocar a L.A. do final dos anos 60 em sua própria cápsula do tempo, e que poderá ser revista por muitos e muitos anos, sempre que alguém quiser ter alguma ideia sobre o que foi aquele momento mágico de Hollywood.

Era Uma Vez... Em Hollywood não é só uma realização técnica, com uma fotografia e um design de cena impressionantes, que realmente colocam o espectador na L.A. do final dos anos 60, mas também conta com um conteúdo impressionante. Tarantino criou toda uma mitologia sobre a carreira e a filmografia completa de Rick Dalton, na qual dedicou muito tempo o que rende frutos que podemos curtir em cena, por mais que eles só sejam usados como pano de fundo para aumentar a riqueza do personagem no filme.

Era Uma Vez... Em Hollywood não funcionaria se os seus dois personagens principais fossem interpretados por qualquer ator. O fato de Tarantino ter conseguido juntar uma dupla como Leonardo DiCaprio e Brad Pitt é um dos grandes méritos do filme, e os dois são muito bem aproveitados pelo diretor.

DiCaprio está impressionante como Rick Dalton, um ator de TV que tentou a transição para o cinema, e não conseguiu o mesmo sucesso de outros, e que precisa se reinventar para continuar (ou voltar a ser) chamado para trabalhar. Dalton está em dúvida sobre seus talentos, apesar de sua longa e proveitosa carreira, mas ele tem um bom amigo em seu dublê, que está ali para lembrá-lo de quem ele realmente é.

Pitt está muito confortável como Cliff Booth, dublê, motorista, fiel escudeiro e faz-tudo de Dalton, que está lá para tomar todas as porradas que iriam na direção do ator, além de manter sua casa funcionando. Apesar do papel de Dalton ser mais fácil, é notável o que Brad Pitt faz nesse filme, algumas vezes de forma contida, outras nem tanto, mas sempre perfeito em cada cena.

É assim que Tarantino trás de volta uma tragédia nunca esquecida em Hollywood e nem pelos amantes do cinema, acontecida em 9 de Agosto de 1969, já passados 50 anos, quando a atriz Sharon Tate, então grávida de oito meses, foi assassinada juntamente com 4 amigos, que eram hóspedes de sua casa.

Caso “ Tate-LaBianca” foi o nome pelo qual ficou conhecido na mídia e no sistema jurídico dos Estados Unidos, os assassinatos da atriz Sharon Tate e de seus amigos dentro de sua casa em Los Angeles.

O mesmo grupo que matou Sharon e amigos, que era liderado por Charles Manson, um ex-presidiário aspirante a músico, que havia criado uma comunidade hippie de jovens seguidores, em duas noites assassinou sete pessoas durante as noites de 9 e 10 de agosto de 1969 com requintes de crueldade, num dos mais bárbaros crimes da história dos Estados Unidos.

Meses de investigação foram necessários para chegar aos culpados, finalmente presos e condenados à morte um ano e meio depois. Os crimes foram cometidos por Charles "Tex" Watson, Patricia Krenwinkel, Susan Atkins e Leslie Van Houten, que tiveram suas penas comutadas para prisão perpétua pela mudança nas leis penais da Califórnia enquanto esperavam a execução. Tendo sido negados os pedidos de liberdade condicional, todos permaneceram presos, à exceção de Susan Atkins e Charles Manson, que morreram durante o cumprimento da pena.

Nascida em 24 de janeiro de 1943, Sharon Tate, um dos mais belos rostos do cinema, era a filha mais velha do coronel Paul Tate e sua mulher, Doris. Com um pai militar, ela e a família mudaram de cidade várias vezes antes de chegaram a Vicenza, na Itália, lugar onde a atriz iria se formar no ensino médio. Ao morrer, com apenas 26 anos de idade, Sharon estava grávida do primeiro filho, fruto do casamento com o diretor hollywoodiano Roman Polanski.

O filme Era Uma Vez em Hollywood mostra o momento mágico e delicado que traz um novo olhar sobre Sharon, que entrou tragicamente para a história do cinema como uma vítima dos fanáticos da família Manson.

Sharon Tate, no entanto, foi muito mais do que uma vítima e mais do que o símbolo sexual em que tentaram transformá-la. Era uma atriz talentosa e promissora.


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