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Massacre de Carandiru, que matou 111 detentos, segue sem punidos

Faz hoje 27 anos de um dos episódios mais sangrentos e vergonhosos da história dos presídios no Brasil. Era o dia 2 de outubro de 1992, quando o pavilhão 9 da Casa de Detenção Carandiru foi o cenário de uma carnificina que permanece como o maior do país, ainda hoje alvo de controvérsias e objeto de triste impunidade. 

Para conter uma briga interna de grupos rivais, a PM de São Paulo, por ordens diretas do Coronel Ubiratan, coloca mais de 100 policiais fortemente armados dentro do famoso presídio e o resultado, em pouco tempo seria trágico: 111 ( cento e onze) detentos foram assassinados, no mais cruel massacre da história brasileira.

De um lado, o chefe da operação diz que agiu no estrito cumprimento do dever. Do outro, grupos de direitos humanos acreditam que houve intenção de exterminar os presos e reclamam que ninguém foi punido.

Enquanto, no pátio, rolava uma partida de futebol, 2 detentos (Barba e Coelho) começam a brigar dentro do pavilhão. Logo, os presos se dividem em 2 grupos rivais e a briga se espalha pelos andares.

A rebelião já está instalada e todos os carcereiros já abandonaram o local. Há fogo do lado de dentro, mas não há reivindicações por parte dos presos. O chefe da Casa de Detenção pede reforços da PM.

Chamados pelo diretor da Casa de Detenção, cerca de 320 policiais estacionam fora do pavilhão 9. Entre eles, homens de batalhões de elite como Rota, Gate, 30 Choque e Cavalaria, além de alguns bombeiros. O diretor do presídio, Ismael Pedrosa, tenta uma última negociação. Do lado de dentro, a confusão está instaurada.

Grupos de direitos humanos alegam que os presos decidem pôr fim à rebelião e que muitos entregam as armas. A versão da polícia diz que as armas estavam sendo atiradas pelas janelas contra os policiais.

A polícia rompe a barricada e entra no pavilhão. O cel. Ubiratan diz que 86 homens participaram da operação. A promotoria diz que eram mais de 300 – a maioria sem os crachás de identificação.

No térreo, a situação é controlada facilmente. A defesa de Ubiratan alegou que ele foi atingido por uma explosão ao tentar subir para o 10 andar e levado ao hospital, ficando fora da operação.

No 1º andar, policiais encontram nova barricada, com um preso morto pendurado de cabeça para baixo. 26 homens teriam sido assassinados neste piso, segundo a perícia.

Centenas de presos preparam uma tocaia. Policiais são recebidos com facadas, estiletes sujos de sangue contaminado, sacos cheios de fezes e urina, e tiros. Atiram para se proteger. Segundo Ubiratan, se houvesse intenção de exterminar os presos, muitos outros teriam morrido. “Só morreu quem entrou em confronto com a polícia”, disse à Super. A perícia concluiu que apenas 26 foram mortos fora da cela.

Os detentos haviam se rendido e estavam dentro das celas desarmados. “As trajetórias dos projéteis disparados indicavam atirador(es) posicionado(s) na soleira das celas, apontando suas armas para os fundos ou laterais”, diz o laudo do Instituto de Criminalística. A perícia também concluiu que 70% dos tiros foram dirigidos à cabeça e ao tórax, o que reforça a idéia de extermínio. Para escapar com vida, presos se misturaram aos colegas mortos.

A perícia não encontrou indícios de confronto no 3º e 4º andares, o que reforça a teoria de que o enfrentamento entre polícia e presos se deu principalmente nos história como personagens principais do massacre.

O Cel. Ubiratan Guimarães era comandante de Policiamento Metropolitano da PM e chefiou a invasão. Foi julgado e condenado, mas ficou aguardando em liberdade seu pedido de recurso. Foi eleito deputado estadual, em 2002.

Em 10/09 de 2006 o coronel Ubiratan foi assassinado com um tiro no mamilo direito. Seu corpo foi encontrado em seu apartamento, nos Jardins, em São Paulo. Carla Cepollina, sua amante, foi apontada como responsável pela morte do coronel.

Em 2012 Carla foi absolvida da morte do Coronel Ubiratan.

O Estado de São Paulo era governado pelo PSDB. Falou—se á época que a ordem para invadir Carandiru partiu do próprio Governador da época, Luiz Antonio Fleury.

Ninguém, até hoje, foi realmente punido.


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