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No seu Dia Mundial, o rádio celebra renovação e poder sempre crescente

A data de hoje, 13 de Fevereiro, é reservada para se celebrar o Dia Mundial do Rádio, uma homenagem instituída pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) no ano de 2011, sendo aplicado pela primeira vez em 2012. A homenagem remete à lembrança da primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946. A transmissão do programa foi em simultâneo para um grupo de seis países.

A data tem o objetivo de conscientizar os grandes grupos radiofônicos e as rádios comunitárias da importância do acesso à informação, da liberdade de gênero e expressão dentro deste setor da comunicação. Entre os meios de comunicação tecnológicos que existem na atualidade, o rádio continua a ser o que atinge as maiores audiências, continuando a adaptar-se às novas tecnologias e aos novos equipamentos. O rádio funciona seja como uma ferramenta de apoio ao debate e comunicação, na promoção cultural ou em casos de emergência social.

Nos últimos anos, o Rádio, que já foi várias vezes apontado como um meio fracassado, diante do advento da televisão, primeiro, e depois da internet, continua se reinventando, ganhando prestígio e tendo cada vez mais presença na vida das pessoas. O rádio esteve presente acompanhando os principais acontecimentos históricos mundiais e hoje continua a ser um meio de comunicação fundamental, efervescente, presente na vida das pessoas, estabelecendo um padrão de interatividade pessoa e coletiva que nenhum outro meio é capaz de fazer.

No exato momento em que o sistema midiático global está sendo submetido a um tremendo sacolejo, é extremamente alentador comemorar os 90 anos do rádio brasileiro, hoje cada vez mais moderno, entrando pra valer no processo de digitalização, ganhando agilidade e tornando-se sempre mais eclético e participativo.

Foi o primeiro veículo de comunicação de massa e, ao contrário do que se previa, não acabou com o jornal, nem foi morto pelo cinema ou a TV. E nestes 90 anos da era do rádio, e a despeito das previsões apocalípticas, é imperioso lembrar a inextinguível vocação comunicadora da humanidade.

A invenção do rádio é atribuída ao italiano Guglielmo Marconi, mas o instrumento reúne uma série de descobertas anteriores.

No Brasil, a primeira transmissão ocorre em 1923, por Edgard Roquete Pinto e Henry Morize. O rádio é a união de três tecnologias, a telegrafia, o telefone sem fio e as ondas de transmissão. A primeira descoberta está nas ondas de rádio, com capacidade de enviar som e fotos pelo ar.

Aconteceu em 1860, quando o físico escocês James Maxwell descobriu as ondas, que foram apresentadas somente em 1886 por Heinrich Hertz. Foi Hertz quem apresentou a variação rápida da corrente elétrica para o espaço em forma de ondas de rádio.


Assim, Guglielmo Marconi estabeleceu em linha telefônica os sinais de rádio. À invenção, Marconi deu o nome de telégrafo sem fio. A primeira transmissão de rádio foi um evento esportivo e ocorreu durante a regata de Kingstown para o jornal de Dublin. Em 1901, Marconi recebe o Prêmio Nobel de Física.

A invenção, porém, ainda não tinha o formato como conhecemos hoje porque transmitia somente sinais. A transmissão de voz só ocorreu em 1921 e foi introduzida às ondas curtas em 1922. Os trabalhos de Marconi desencadearam uma série de disputas judiciais que tinham o norte-americano Nikola Tesla reivindicando a patente da invenção do rádio. Em 1915, Tesla ingressou com um pedido de liminar no Tribunal Norte-americano sob o argumento que lançara o modelo usado por Marconi.

Em 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos o reconheceu como o verdadeiro inventor do rádio. Também entrou na disputa JC Bose, que apresentou a transmissão da visita de um representante da Grã-Bretanha a Calcutá em 1896 a uma distância pouco mais de 3 quilômetros. Bose solucionou as barreiras naturais, a água e montanhas, para ter eficiência na transmissão.

A primeira transmissão tendo o conjunto voz e música por ondas de rádio ocorreu em dezembro de 1906, em Massachusetts, nos Estados Unidos. Foi, contudo, o canadense Reinald Fessenden quem reproduziu por uma hora conversas e música para radioamadores. Outras experiências também mercaram a combinação, mas era preciso dispositivos semelhantes a fones de ouvido nos primeiros aparelhos, feitos à mão.

Os primeiros receptores eram confeccionados em sulfeto de chumbo, os bigodes de gato, usados para detectar os sinais de rádio, sendo ligados a aparelhos de cristal. Havia muita dificuldade para sintonizar as estações e, principalmente por esse obstáculo, a massificação do rádio ocorre somente após 1927.

Até então, a Primeira Guerra Mundial, deflagrada em 1917 foi o mais significativo fator limitante à difusão do rádio, embora já existissem centenas de emissoras. O interesse é crescente após a guerra e os governos passaram a monitorar as transmissões que ocorriam, na maioria das situações, de maneira clandestina. Lentamente, os próprios governos passaram a servir-se do rádio e houve a abertura de mais emissoras, chegando a 550 em 1922.

O rádio chegou no Brasil em 1923 e tem até um dia especial, 23 de setembro, quando é comemorado o nascimento do carioca Edgard Roquette Pinto (1884-1954).

A primeira transmissão ocorreu durante a Exposição do Centenário da Independência, quando empresários norte-americanos instalaram uma estação no Corcovado. Na ocasião, os ouvintes acompanharam a ópera "O Guarani", de Carlos Gomes o pronunciamento do então presidente Epitácio Pessoa.

Diante da novidade o médico e escritor Roquette Pinto tentou, sem sucesso, convencer o governo federal. Foi a Academia Brasileira de Ciências quem acolheu o projeto e, assim, nasce a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que transmitiria óperas, poesia e informações sobre o circuito cultural da cidade. Ainda em 1923, o Recife recebe a primeira emissora, a Rádio Clube de Pernambuco.

A partir de 1927, o rádio passa por um processo de massificação com a possibilidade de transmissão de sons de aparelhos que tocavam discos diretamente ao microfone. É iniciada, assim, a profissionalização do meio, com a contratação de artistas, transmissão de programas de auditório, radionovelas e humorísticos.


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