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Memória

Termina massacre em escola russa, com 334 mortos, sendo 186 crianças

Foi no dia 3 de Setembro de 2004, há 15 anos, que terminou o cerco à Escola Número Um, na cidade de Beslan, na Ossétia do Norte, na Rússia, pondo fim a um dos mais dramáticos e fatais episódios da história. Terroristas da Chechênia, fortemente armados, invadiram a escola no dia 01 de de Setembro e fizeram reféns cerca de 1.200 pessoas, entre estudantes, professores, funcionários e familiares que, naquele dia, estavam reunidos no local para festejar o começo do período letivo.

No dia 3, quando finalmente as forças policiais de segurança conseguiram controlar o ambiente, o resultado era catastrófico: 334 pessoas mortas, dentre elas 186 crianças.

Os terroristas chechenos colocaram explosivos no prédio da escola e mantiveram os reféns sob a mira de armas por três dias. No terceiro dia de ocupação, as forças de segurança russas conseguiram entrar na escola e atacaram os sequestradores, que detonaram explosivos e atiraram nos reféns. O resultado foi a morte de 334 civis, sendo 186 deles crianças e centenas de feridos.

O grupo terrorista tinha à frente o Shamil Bassaiev, denominado "Brigada chechena de reconhecimento e sabotagem" ligado aos separatistas chechenos, que assumiu a responsabilidade pelo atentado terrorista à escola, sob a liderança de seu principal subalterno inguche, Magomet Yevloyev.

O checheno Nur-Pashi Kulayev foi considerado o único sobrevivente entre os 32 sequestradores, embora o guerrilheiro Shamil Basayev negue a informação e afirme que outro escapou. Após o massacre Nur-Pashi Kulayev foi condenado à prisão perpétua. 

Durante e após esse bárbaro episódio, autoridades em várias partes do mundo se manifestaram, condenando a brutal atitude dos chechenos, considerando que se tratava nada mais do que terrosismo puro, no pleno significado da palavra. Ouve uma revolta internacional sem precedentes em relação a esse caso.

O Conselho de Segurança da ONU condenou o ataque em termos fortes e encorajou os Estados a cooperar ativamente com as autoridades russas para trazer à Justiça os perpetradores. O Secretário-geral Kofi Annan condenou o ocorrido como um "massacre de crianças brutal e sem sentido" e "terrorismo, puro e simples".

O presidente da Comissão Europeia Romano Prodi, em nome da Comissão, respondeu em 3 de setembro de 2004 dizendo que: "a matança dessas pessoas inocentes é um ato vil e maléfico de barbárie".

O presidente dos Estados Unidos George W. Bush, num discurso perante a Assembleia Geral da ONU em setembro de 2004 afirmou que os terroristas de Beslan "medem o seu sucesso [...] na morte de inocentes e na dor das famílias enlutadas". E em 2005 chamou-o de "massacre terrorista das crianças de Beslan".

No Vaticano, o papa João Paulo II condenou o ataque como uma "vil e impiedosa agressão contra crianças e famílias indefesas".

Nelson Mandela chamou o ataque "um bárbaro e violento ato de terrorismo", dizendo que "de nenhuma maneira pode a vitimização e morte de crianças inocentes ser justificada em qualquer circunstância, e especialmente não por razões políticas".

O primeiro-ministro britânico Tony Blair descreveu o ataque terrorista como "um ato bárbaro".

O governo de Israel ofereceu auxílio na reabilitação dos reféns libertos. Imediatamente após o ataque uma equipe israelense especializada em traumas foi enviada para Beslan e posteriormente psicólogos russos que trabalhavam com as vítimas receberam treinamento em Israel.

Um grupo de organizações de direitos humanos, inclusive a Anistia Internacional, condenou a "ação [...] repugnante" e "demonstração cabal de desrespeito à vida de civis" e ainda afirmou que foi "um ataque ao mais fundamental direito - o direito à vida; nossas organizações denunciam este ato sem reservas".

Como consequência desse triste massacre, o Kremlin fortaleceu as leis antiterrorismo e reforçou sua autoridade, num episódio que analistas apontam como decisivo para a consolidação do regime do presidente Vladimir Putin.


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