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Memória

Teto de templo da Universal desaba, 26 pessoas morrem e 500 se ferem

No dia 04 de Setembro de 1998, hoje decorridos 21 anos, o teto do templo da Igreja Universal do Reino de Deus, em Osasco, SP, desabou quando a igreja estava ocupada por cerca de 1.500 fiéis que participavam de uma celebração. Os bombeiros trabalharam até a madrugada do dia 5, para resgatar as vítimas com ferimentos e os 26 corpos das pessoas que perderam a vida no episódio. Além dos 26 mortos, os Bombeiros confirmaram que mais de 500 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.

Os fiéis participavam de uma vigília nesse templo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) na cidade de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, quando a tragédia aconteceu. As pessoas estavam reunidas ali desde as primeiras horas da noite do dia 4, mas a tragédia se deu depois da primeira hora da madrugada do dia 5, decorridos 21 anos.

Reunindo fiéis com cânticos e orações, a vigília começou às 22h e deveria atravessar a madrugada. Ao longo da noite, dois candidatos a deputado federal apoiados pela igreja foram apresentados no templo, que tinha cartazes de propaganda eleitoral colados nas paredes. O desabamento ocorreu meia hora depois que os políticos deixaram o prédio. De repente, tudo caiu sobre as pessoas no templo.

Após dois meses de investigação, o Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que houve negligência. No ano seguinte, o Ministério Público denunciou sete pessoas por homicídio culposo, incluindo o bispo responsável pelo templo e um pastor. Eles foram condenados pela Justiça em primeira instância, mas recorreram. Em 2007, a ação contra eles prescreveu sem que ninguém fosse punido criminalmente.

Construído em 1945, o prédio, que antes abrigava um cinema, estava alugado pela Igreja Universal do Reino de Deus havia seis anos. Vítimas e prestadores de socorros relataram posteriormente que algumas portas estavam trancadas com cadeados, o que teria dificultado tanto a saída das pessoas no momento da tragédia quanto o acesso dos socorristas ao local. À época, o pastor e deputado federal Paulo Cezar de Velasco (Prona-SP) negou o trancamento, alegando que a Igreja apenas fecha as portas para evitar reclamações de vizinhos sobre o barulho.

Líder da Igreja Universal, Edir Macedo fez um pronunciamento na TV Record no dia da tragédia. Chorando, ele afirmou que a organização daria todo o apoio às famílias e que uma reforma no forro do templo foi realizada dois meses antes do desabamento. Dois dias depois, porém, uma avaliação do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea - SP) atestou que o prédio não tinha manutenção adequada e que a reforma poderia ter sobrecarregado a estrutura do telhado.

Em depoimento à polícia, o pastor Reinaldo dos Santos Suisso, que conduzia a vigília, contou que decidiu prosseguir com o culto mesmo após uma placa de vidro se desprender do telhado, cerca de meia hora antes do desabamento, segundo contou à imprensa na época o delegado Wesley Costa Veloso.

Em novembro, o Instituto de Criminalística de São Paulo publicou laudo conclusivo, atestando negligência. Os peritos identificaram que as vigas de madeira estavam podres e cheias de cupins e que o imóvel “estava fora das normas mínimas de segurança e inadequado para uso”. O documento confirmou ainda que duas portas estavam trancadas e outras três estavam bloqueadas por móveis. Além disso, todas eram mais estreitas do que determinava a lei.

O Ministério Público denunciou sete pessoas por homicídio culposo: o bispo Reinaldo dos Santos Suisso, responsável pelo templo; o pastor José Carlos França de Oliveira, seu assistente; e o engenheiro responsável pelos templos da Universal, Luiz Carlos Carneiro da Fonseca, além do proprietário e três engenheiros da Prefeitura de Osasco, responsáveis pela liberação do imóvel.

No ano seguinte, três acusados foram condenados em primeira instância a dois anos e 15 dias de serviços comunitários, mas recorreram da decisão. Em 2007, o Tribunal de Justiça considerou o caso prescrito. Ninguém foi punido. No terreno, localizado na Avenida João Batista, 50, atualmente funciona um estacionamento.

O teto era suportado por uma estrutura de vigas de madeira, que provocou os ferimentos ao cair sobre a platéia. Os fiéis faziam uma "vigília espiritual", que deveria durar da 0h às 4h, segundo a Universal. No templo havia cartazes do deputado federal Wagner Salustiano (PPB), candidato à reeleição. Salustiano esteve no local até dez minutos antes do desabamento.


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