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Previna-se contra o discurso do ódio: As palavras matam

A internet e seus diversos aparatos de mídias sociais, são instrumentos eficazes para que grupos ideológicos espalhem esse discurso de ódio

“O discurso de ódio é um ataque à religião, à etnia, nacionalidade, raça, cor, gênero e outros fatores de identificação. Nós temos de ter em mente, então, que palavras matam. Palavras matam como balas.” 

Adama Dieng, senegalês, Conselheiro Especial da ONU para a Prevenção do Genocídio. 

 Vivemos dias violentos e sombrios, tangidos por posicionamentos sociais que incitam à violência, verbalizados por um discurso de ódio que não é novo, mas que tem assumido, em várias partes do mundo, e particularmente no Brasil, aspectos modernos e práticas massivas, pois se valem, em nossos tempos, de recursos novos, das recentes tecnologias da comunicação. 

A internet e seus diversos aparatos de mídias sociais, são instrumentos eficazes para que grupos ideológicos espalhem esse discurso de ódio, para adotar e propagar a discriminação contra pessoas que partilham de uma característica identitária comum, como a cor da pele, a opção política, o gênero, a opção sexual, o credo religioso, a condição social, entre outros atributos.  

Esse discurso de ódio não se limita apenas a atingir os direitos fundamentais de indivíduos e os grupos a que pertencem, mas agem, quase sempre, com violência contra instituições democraticamente estabelecidas. Uma das bases fundantes da prática desse discurso é a intolerância, que não aceita os diferentes, e leva à pregação da eugenia, uma teoria do começo do século passado, que hierarquiza as raças humanas e tem como meta a supremacia dos humanos brancos. 

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As palavras matam 

Nós já vimos esse filme. A Alemanha nazista, comandada por Adolf Hitler, fundou-se tendo o discurso de ódio como principal instrumento. Discurso que se transformaria em crime contra judeus, negros, gays, ciganos, contra todos aqueles que eles consideravam raça inferior. O que ficou para a história foi o saldo pavoroso de mais de 6 milhões de pessoas mortas nos campos de concentração. Um verdadeiro massacre não apenas contra judeus, mas ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, deficientes físicos e mentais e opositores políticos do governo. 

Neste fim de semana, assisti a um vídeo gravado pela ONU com o seu Conselheiro Adama Dieng, cujo conteúdo transcrevo, para que tenhamos a coragem e a boa vontade de refletir sobre o que ele diz: 

“Nós temos que lembrar que crimes de ódio são precedidos por discursos de ódio. Todos temos eu lembrar que o genocídio de Tutsis em Ruanda começou com discurso de ódio. O Holocausto não começou com câmeras de gás. Ele começou muito antes, com discurso de ódio. O que temos visto em Mianmar contra o povo Rohingya também começou com discurso de ódio. 

E hoje, o que temos testemunhado por esse mundo, com a ascensão de extremistas, estejam eles na Europa, estejam eles na Ásia, em todos os lugares, quando vemos o crescente número de grupos neonazistas, grupos neofascistas, como nós vemos a maneira como migrantes e refugiadod estão sendo humilhados, precisamos, portanto, fazer todos os esforços para lidar com esse discurso de ódio. 

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As palavras matam 

O discurso de ódio é um ataque à religião, à etnia, nacionalidade, raça, cor, gênero e outros fatores de identificação. Nós temos de ter em mente, então, que palavras matam. Palavras matam como balas. 

É por isso que nós precisamos fazer todos os esforços para investir em educação, para investir na juventude, para que a próxima geração entenda a importância em se viver juntos em paz. 


Precisamos fazer todos os esforços para que os ataques, como o testemunhado no Sri Lanka, quando igrejas foram atacadas, como aquele testemunhado na Nova Zelândia, como o que vimos em Pittsburgh, tudo isso precisa parar. 

E para isso, nós precisamos investir mais na mobilização da juventude.  

Nós precisamos usar o verbo para que se torne uma ferramenta para a paz, uma ferramenta para o amor, uma ferramenta para aumentar a coesão social, harmonia no nosso mundo ao invés de ser uma ferramenta para cometer genocídio, crimes contra a humanidade”  

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