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Unesco, a luta benfazeja pelo diálogo e elevação humana

Foi em meio às atrocidades observadas durante a Segunda Grande Guerra, que líderes internacionais, preocupados com o futuro da humanidade, resolveram criar a Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que celebrou 75 anos de fundação nesta segunda-feira, 16.

Desde 2015, durante as sessões da sua 38ª Conferência Geral que se realizaram em Paris de 3 a 18 de Novembro, na celebração dos 70 anos da entidade, líderes mundiais preconizaram um novo e papel fundamental para a UNESCO, na sua visão de promover a educação, a ciência e a cultura em benefício da humanidade, fundado na busca de um novo humanismo.

Mesmo em plena efervescência da Guerra, em 1942, os governos dos países europeus que enfrentavam a Alemanha nazista e os seus aliados, Japão e Itália, reuniram-se no Reino Unido para a Conferência dos Ministros Aliados da Educação (Came). O conflito mundial estava longe de terminar, mas esses países já antecipavam meios para reconstruir os seus sistemas de educação, de forma a implantá-los tão logo a paz fosse restabelecida.

Em 1945, com o término da guerra, e com a dissolução da Liga das Nações e a formação da ONU, foi convocada uma Conferência das Nações Unidas para o Estabelecimento de uma Organização Educacional e Cultural (ECO/Conf), em Londres, de 1º a 16 de novembro daquele ano. Desses diálogos surgiu a Unesco.

Rapidamente o projeto ganhou força, assumindo uma nota universal. Novos governos, incluindo o dos Estados Unidos, decidiram aderir ao projeto. Como resultado das discussões, a Came propôs a criação de um organismo internacional de educação. Fruto do diálogo de líderes de 44 nações, conclui-se aos olhos desses dirigentes que a nova organização deveria estabelecer a solidariedade intelectual e moral da humanidade e, ao fazê-lo, evitar a eclosão de outra guerra mundial.

No seu audacioso mister de propor iniciativas que una pessoas de diferentes nações e condições para o encorajamento moral e intelectual entre povos; o fortalecimento de convicções da humanidade enquanto família junta na diversidade; e sobretudo o amparo permanente para que crianças de todas as partes tenham acesso a uma educação inclusiva e salvadora, a UNESCO presta um serviço inestimável à humanidade. E, passadas sete décadas e meia de sua criação, fortalece sua ambição de influenciar o mundo de hoje a enfrentar os desafios presentes, que são grandes e crescentes, na tarefa de fomentar um futuro possível, que seja mais promissor.

A missão desempenhada por essa organização em olhar com firmeza e foco para o futuro, criando iniciativas importante para crianças e jovens, solidificando nos países os mecanismos educacionais, no sentido de uma educação de qualidade para todos; o alargamento e fortalecimento da ciência; a preocupação com a cultura dos povos; o acolhimento a refugiados em várias partes de um mundo que insiste em viver em guerra; o esforço constante para que o mundo desperte para a prática de um desenvolvimento sustentável, com respeito à natureza como forma de sobrevivência, tem sido um alento inegável.

Além do seu trabalho na formulação de princípios que possam reger as ações de política públicas entre os mais de 190 países que integram o seu corpo, a UNESCO cumpre uma missão humanitária de elevado sentido em países pobres, muitos deles em guerras infindáveis, sobretudo na África, colaborando na formação de professores, na construção de escolas, na doação de equipamentos necessários ao seu funcionamento, na valorização e recuperação de patrimônios culturais, na doação de livros e material escolar, como objetivo prioritário, qual seja, a redução do analfabetismo no mundo e a implantação de uma cultura de elevação da dignidade humana.

Num momento em que ganha corpo o ressurgimento de ideais e práticas que constituem ameaças às democracias em diversos países e diferentes regiões do mundo, com a recriação de governos nacionalistas inspirados no neonazismo, a UNESCO cumpre a missão salutar de unir nações num permanente diálogo de paz e cooperação, de uma solidariedade possível de unir homens e mulheres na construção de um mundo melhor, mais harmônico, mais justo e mais feliz.

Particularmente para o jornalismo, sobretudo neste momento de inundação de negação, da notícia falsa, do boato, da pregação do ódio, da intolerância, e da insistência na prevalência da mentira, vale lembrar princípios da carta de princípios de sua instituição:

“Em virtude de sua Constituição, os Estados Membros da Unesco, persuadidos da necessidade de assegurar a todos o pleno e igual acesso à educação, a possibilidade de investigar livremente a verdade objetiva e a livre troca de ideias e de conhecimentos, resolveram desenvolver e intensificar as relações entre seus povos, a fim de que estes se compreendam melhor entre si e adquiram um conhecimento mais preciso e verdadeiro de suas vidas”.

Longa vida, portanto, para a essa benfazeja organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura. Sua presença e sua ação serão sempre muito mais importantes para a humanidade.


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