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Bairro Itararé tem mais mortes por Covid-19 do que 210 municípios

A situação no bairro preocupa os moradores. O índice é de uma morte a cada 331 moradores.

O bairro mais populoso de Teresina, o Itararé, na zona sudeste da cidade, já teve 113 mortes por coronavírus, desde o início da pandemia. O número de óbitos é o maior dentre todos os bairros da capital e é quase o dobro do segundo colocado, o Centro com 68 vítimas. Os índices são do Painel Covid de Teresina, disponível no site oficial da Prefeitura, na internet, que apontam, também, o local como o de maior registro de casos confirmados da doença, quase 4,2 mil notificações. 

Na área que compreende o Itararé, segundo dados usados pela Prefeitura com base no último Censo Demográfico divulgado pelo IBGE, são 37.443 habitantes vivendo por lá. Para se ter dimensão, esse total de moradores supera à população de outros 212 municípios piauienses, se analisado isoladamente cada município. Caso o bairro se emancipasse, seria a 13ª terceira cidade mais populosa do Piauí. Isto pode explicar, em parte, o alto número de mortes. 

Porém, em paralelo, quando comparada as cidades cuja população é maior que a do bairro, ou seja, com mais de 37,5 mil habitantes, o Itararé continua chamando atenção: a região tem mais mortes por Covid-19 do que Pedro II, União, Campo Maior, Floriano, Altos, Barras, Esperantina e José de Freitas, quando contadas as ocorrências nesses municípios. Na verdade, o bairro da zona Sudeste, um dos mais famosos da capital, só fica atrás mesmo no número de mortos que Picos (116), Piripiri (122) e Parnaíba (264).

A situação no bairro preocupa os moradores. O índice é de uma morte a cada 331 moradores. No local é difícil não ter uma pessoa que não conheça alguém ou tenha um parente que passou pelo drama. Rodrigo Maxuell, morador e líder comunitário do Itararé, conta que um dos motivos para esses números tão altos da covid no bairro é a falta de desrespeito as medidas de segurança sanitária, por boa parte da população, bem como a falta de fiscalização. 

Rodrigo Maxuell, morador do bairro Itararé (Foto: Portal Meio Norte)Rodrigo Maxuell, morador do bairro Itararé (Foto: Portal Meio Norte)

“As pessoas não tem respeitado o distanciamento e não está mais havendo fiscalização da vigilância sanitária, principalmente nas filas das lotéricas e bancos da região. Nós temos feito divulgação das medidas de proteção e fazendo denúncias quando verificamos alguma aglomeração ou locais que não estão respeitando as medidas restritivas e sanitárias”, destacou, enfatizando que sempre procura conversar e orientar a população para se evitar os desrespeitos, também.

Responsável pela fiscalização, a Vigilância Sanitária do município informou, por meio de nota, que age em parceria com a Polícia Militar em toda a cidade de Teresina, realizando fiscalizações diárias, incluindo feriados e finais de semana. Existem protocolos sanitários que todos devem cumprir e fazer sua parte como cidadãos nesse momento de pandemia. “Como as equipes de servidores são finitas, não podem estar em todos os locais ao mesmo tempo, porém todo e qualquer cidadão pode denunciar aglomerações através dos números 86 3215-9102, 86 3215-9115 ou ainda pelo 190 da PM”, pontuou a nota. 

Vigilância Sanitária durante fiscalização em Teresina (Foto: Divulgação/ FMS)Vigilância Sanitária durante fiscalização em Teresina (Foto: Divulgação/ FMS)

Todos os números utilizados têm como base, também, a plataforma do Painel Epidemiológico do Piauí, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi). Eles foram comparados ao do Painel da Covid-19 de Teresina, que contém a situação de todos os bairros da capital. No Piauí, dos quase 4,6 mil óbitos por coronavírus, cerca de 1,8 mil deles foram de moradores de Teresina, espalhados por 140 bairros. Em 21 dos bairros da cidade, maioria deles situados na periferia, foi registrada somente uma morte. 

E para os especialistas o crescimento do número de mortes por Covid-19, não apenas no Piauí, mas no mundo como um todo, está diretamente relacionado ao comportamento social das pessoas, principalmente ao não cumprimento das normas de contenção para a transmissibilidade da doença como, por exemplo, a falta do uso de máscara; a não higienização das mãos e, o mais preocupante, a continuidade de aglomerações. Isso tudo não aplicado provoca um aumento no número de caso, que por sua vez uma alta nas internações resultando, no final, em um crescimento nos óbitos. É geométrico.

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