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Cartunista Nani morre vítima da Covid-19 aos 70 anos

Nani deixa dois filhos, Juliano e Danilo, uma neta, a Manuela, e a mulher, Inez

O criador da tira Vereda Tropical, o cartunista Nani, morreu nesta sexta-feira (8), em Belo Horizonte. Ele tinha 70 anos e foi vítima da Covid-19, segundo informou a família. Nani deixa dois filhos, Juliano e Danilo, uma neta, a Manuela, e a mulher, Inez.

Nani era mineiro, morador de Esmeraldas, na Região Metropolitana, onde estava fazendo isolamento desde o início deste ano, quando se mudou do Rio. No entanto, ele acabou sendo infectado pelo coronavírus.

Nani e sua mulher Inez no casamento do filho Juliano, em 2015  (Foto: Arquivo pessoal)Nani e sua mulher Inez no casamento do filho Juliano, em 2015  (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com a família, Nani estava internado havia uma semana na capital mineira.

Nani fazia parte do grupo de risco para a Covid-19. Ele ficou conhecido na medicina brasileira por ter passado por três transplantes de fígado em apenas um mês.

A carreira

Conhecido em todo o país pelo apelido, Ernani Diniz Lucas nasceu em 27 de fevereiro de 1951. Aos 20 anos, começou a carreira em Belo Horizonte, publicando charges. Pouco depois, em 1973, mudou-se para o Rio de Janeiro.

Ao longo da trajetória profissional, colaborou com O Pasquim e foi chargista de O Globo. Também publicou em veículos como Jornal dos Sports, Última Hora e O Dia.

Nani ao lado de Chico Anysio, com quem trabalhou por 20 anos (Foto: Arquivo Pessoal)Nani ao lado de Chico Anysio, com quem trabalhou por 20 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

O cartunista de humor ficou conhecido por ser o criador da tirinha Vereda Tropical, publicada em diversos jornais pelo brasil na década de 1980. A tira satirizava a situação política e social brasileira da época.

Na TV Globo, Nani trabalhou ao lado de Chico Anysio por 20 anos, como roteirista em Chico Total e Escolinha do Professor Raimundo (relembre os programas nos vídeos abaixo).

Segundo os amigos, era nos bares de Esmeraldas que ele se inspirava para os roteiros que escrevia para a Globo. Ao ouvir os amigos nos barzinhos, ele criava bordões que seriam usados, por exemplo, nos episódios com o Chico Anysio.

Ele também escreveu textos para os programas Casseta & Planeta, Sai de Baixo e no Zorra.

Ao longo da carreira, Nani foi reconhecido por autoridades do humor e reconhecido por premiações internacionais.

É ainda autor de diversos livros. Entre eles, estão “Batom na cueca”, “É grave, doutor?” e “Humor politicamente incorreto”.

Seu mais recente livro, "Tem outra palavra na palavra", foi lançado em 31 de agosto deste ano.

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