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Conheça quais os critérios para a retomada do comércio em Teresina

Empresas serão classificadas por faixas; mas ainda não há uma definição sobre as datas

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Em videoconferência com os jornalistas nesta sexta-feira, 29 de maio, o prefeito Firmino Filho (PSDB) explicitou a estratégia para a retomada das atividades econômicas em Teresina. O tema vem concentrando as atenções da sociedade civil e principalmente, do empresariado nas últimas semanas, desde o final de março a maioria das atividades teve o funcionamento vedado para conter a expansão da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O líder municipal destacou que ainda não há uma data definida para o início da retomada, mas as diretrizes foram definidas por um grupo de trabalho formado por técnicos, representantes de sindicatos, empresários e diversos atores responsáveis.

“No início de todo este processo tivemos várias decisões tomadas e foram relacionadas a crise que chegava, e agora com os dias decorridos já temos algumas informações para um diagnóstico e que nos possa dar uma perspectiva de futuro.  Foi formado um grupo com diversos setores, ainda não temos uma data, esse x ainda é desconhecido, mas é preciso traçar diretrizes para indicar como vai ser realizado esse processo de reabertura”, afirmou.  

Os protocolos na reabertura abrangem  o distanciamento social, higiene pessoal, limpeza dos ambientes, comunicação e monitoramento sanitário. “Para que possamos conviver com esse risco, temos que adotar os protocolos de ordem geral; a primeira questão em relação ao distanciamento social, outra diretriz que deve ser enfatizada é a higiene pessoal, que possamos direcionar uma cultura voltada toda para a higiene pessoal; é fundamental também a  diretriz da higienização, limpeza dos ambientes; não menos importante  precisamos a comunicação, especialmente para que todos tenham consciência dos seus riscos e fazer todo o distanciamento, e não menos importante o monitoramento das  questões de saúde, que devem estar presentes neste novo normal”, indicou.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado na quinta-feira (28) pela Fundação Municipal de Saúde e pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), a capital piauiense registra 75 óbitos e 2.067 pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Capital terá que cumprir 7 itens para a retomada. 

Para retomada das atividades, o perfeito indicou que deverão ser cumpridos sete itens, sendo eles: taxa de reprodução menor ou igual a 1; diminuição no número de internações; redução na curva média de óbitos; capacidade de leitos de observação e enfermaria (mínimo de 30% disponíveis); ampliação da capacidade de leitos de UTI; aumento na testagem (mínimo de mil testes ao dia) e ampliação no rastreamento dos contatos das pessoas infectadas. Teresina até o momento só cumpriu 1 dos itens.

“Nosso desejo é que tudo isso acabe de forma mais  rápida possível, mas temos que ter responsabilidade. Vai reabrir quando tivermos condições de ter um retorno seguro, responsável, que não coloque em risco a vida de centenas de milhares de pessoas. O Ministério da Saúde estabeleceu critérios, mas genéricos, isso não é um problema só do Brasil”, disse.

O prefeito teresinense explicou cada um dos itens, destacando o papel do Poder Público, da população e do empresariado na condução da crise da pandemia do novo coronavírus.

“Essa condição da taxa de reprodução menor ou igual a 1 traduz uma das principais orientações; o segundo indicador é a diminuição do número de internações; a gente só vai ter condição de abrir quando houver uma tendência de que a hospitalização tá diminuindo; outro critério diz respeito a redução de fatalidades na cidade; o quarto indicador tem a ver com a capacidade de leitos de observação e enfermaria, é importante que possamos observar, deve ter ao menos 30% dos leitos de observação disponíveis; o quinto item é esse debate da capacidade de leitos de UTI, para termos um momento seguro é preciso 30% disponíveis, hoje temos apenas 25%, então já não seria possível”, destacou. 

Quanto aos testes, o líder municipal está viabilizando a compra de novas unidades, para que pelo menos 1,2% da população seja testada por dia.

“O estado ideal é que se soubéssemos onde estão todas as pessoas infectadas, fazendo o rastreamento, para sabermos precisamos aumentar significativamente a capacidade de testes, e aqui se estabeleceu mil testes por dia (1,2% da população); foi exatamente por isso que colocamos a obrigatoriedade das empresas que estão em funcionamento fazerem essa testagem; existe uma discussão muito grande sobre a qualidade do teste, então os testes em sua maioria são os que pegam os anticorpos, o PCR são mais complicados, estamos buscando comprar outros testes, de antígenos, que são mais simples que o RT, PCR,  e vai poder ter um papel muito mais ativo e poderemos fazer em alta escala. Fizemos esse pedido ao setor privado, todos com mais de 30 funcionários serão obrigados a fazer, alguns se insurgiram e entraram na Justiça para não fazer, mas até agora nenhuma ganhou. O sétimo ponto é gêmeo do sexto é o fortalecimento da capacidade de rastreamento dos contatos”, comentou.

Para o rastreamento, o plano é ampliar o número de agentes para 520, o  que daria uma média de 60 rastreadores para cada 100 mil habitantes.

“Necessitamos de no mínimo 60 rastreadores por cada 100 mil habitantes, e precisaríamos de no mínimo 520 agentes, “detetives da covid-19”. Temos que testar de forma cada vez mais intensa, isolar as pessoas que estão no grupo de risco, pois aí teremos condição de retornar ao novo normal”, disse.

Entenda quais segmentos abrirão primeiro.

Assim que o município cumprir os sete itens será aplicada a reabertura gradual, por fases; neste modelo as empresas serão classificadas por faixas: verde, amarela e vermelha. As empresas da faixa verde serão as primeiras a abrir, são aquelas que possuem baixo risco de infecção e alto potencial econômico; em seguida vem as empresas da faixa amarela: são aquelas com baixo  risco de contaminação e baixa capacidade econômica; e aquelas com alto risco de contaminação e alto potencial econômico.

Por fim, na faixa vermelha serão classificadas as empresas com alto risco de contaminação e baixo potencial econômico.

“São basicamente estes 7 itens fundamentais a partir do que observamos noutros países, não está destoando e é uma coisa muito simples; alguns dependem do setor público, outros do privado e alguns da sociedade como todo, é preciso que estejamos atentos a estes pontos para retomarmos da forma mais rápida possível. Seria irresponsabilidade do prefeito sem essas 7 condições, indicar de que estaríamos prontos para retomar. O retorno não vai ser de uma hora para outra, atendidos a esses pontos, vão ter dois grandes critérios; as fases vão ser baseadas no potencial econômico, outro critério importante é o risco de contaminação; os critérios não serão apenas para a questão interna, vamos pensar também na circulação da cidade, não é apenas o olhar para o ambiente do trabalho, mas para a circulação da cidade. Quais serão os setores que serão primeiramente  abertos: os de baixo risco de contaminação, e ao mesmo tempo os setores da faixa verde terão o maior impacto econômico, serão as primeiras a retornar ao jogo, poderemos ter restrições; como por exemplo aos dias que poderão funcionar; em seguido os amarelos, empresas com menor impacto econômico e baixo risco; em seguida as com grande impacto econômico e alto risco; e por último as que  têm baixo impacto econômico e alto risco de contaminação, estas estão na  faixa vermelha”, sinalizou.

O prefeito indicou que cada fase da reabertura durará 14 dias, período em que  serão avaliados os resultados e caso haja uma piora nos índices, o plano pode ser revertido e voltar ao período de quarentena novamente.

“É uma decisão que não pode ficar somente nas costas do prefeito. A princípio cada fase durará 14 dias, você vê o comportamento. E a pergunta, na sequência? Não é irreversível, se houver um retrocesso voltamos, mas caso ocorra tudo bem passamos para a próxima fase”, comentou.


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