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Mundo retroage nos ganhos de combate à pandemia com a variante Delta

O aumento de aglomerações, bem como a incapacidade de governos em adotar medidas consistentes estão entre as principais explicações da OMS para o retorno da escalada de casos, que ganha força com a variante Delta, 50% mais transmissível

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou, em uma coletiva de imprensa em Genebra, na manhã desta sexta (30), que o mundo já tem todas as ferramentas para tratar a Covid-19 e alertou que a pandemia vai terminar quando os governos decidirem agir.

“Está nas nossas mãos. Apesar disso, os casos e mortes seguem aumentando. Em média, tivemos uma alta de 8% nos casos ao redor do mundo, muito por conta da variante Delta, que foi detectada em 132 países”, disse.

Ele ressaltou que novos casos de contaminação e mortes continuam a subir. "Foram 4 milhões de novos casos em uma semana. Nesse ritmo, vamos ultrapassar a marca de 200 milhões de infectados em duas semanas, sendo ainda que sabemos que esse é um número subestimado", apontou.

Variante Delta é 50% mais transmissível e já foi detectada em mais de 130 países | José Fernando OguraVariante Delta é 50% mais transmissível e já foi detectada em mais de 130 países | José Fernando Ogura

Explicações

O aumento de aglomerações, bem como a incapacidade de governos em adotar medidas consistentes estão entre as principais explicações da OMS para o retorno da escalada de casos, que ganha força com a variante Delta, 50% mais transmissível. "O vírus está mais rápido", disse Mike Ryan, chefe de operações da OMS. "Por isso temos que ser ainda mais eficientes nas medidas que teremos de tomar. Não há uma solução mágica", indicou.

Apoio dos governos na distribuição das vacinas

A vacinação em massa continua sendo a melhor forma para minimizar os efeitos do coronavírus e a OMS voltou a falar sobre a falta de uma distribuição mais justa de vacinas pelo mundo. O problema já havia sido relatado há alguns dias e os líderes da entidade não escondem a preocupação com o ritmo da pandemia em países menos desenvolvidos social e economicamente.

Os diretores voltaram a pedir um esforço coletivo de todos os países, principalmente os mais ricos, para melhorar a distribuição dos imunizantes. A OMS acredita que não será possível vacinar nem 10% da população do continente africano até o final do ano. Segundo Tedros, o continente recebeu apenas menos de 2% das vacinas fabricadas até agora.

“A questão não é se o mundo pode fazer o investimento de vacinar toda a população, mas se pode não fazê-lo”, completou Ghebreyesus.

Com informações do IG/ Colunista Jamil Chade/ Uol

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