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'Não tinha força nem para fazer a barba', diz senador com coronavírus

Durante o isolamento, Nelsinho conta que a "vizinhança foi muito solidária"

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Em plena recuperação 20 dias após ser diagnosticado com o novo coronavírus, o senador e presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Nelsinho Trad (PSD), fala dos sintomas, internação, distância que teve de manter da família e a importância do isolamento social neste período.

"Agora estou me sentindo muito bem. O pior já passou. Antes, eu não tinha vontade para fazer nada. Não tinha força nem para fazer a barba. No hospital, fiquei de 5 a 7 dias internado, não me lembro ao certo. Mas foi necessário para me avaliar por conta da febre e cansaço e lá eles mediam a oxigenação no sangue, entre outras medidas", afirmou o senador.

De acordo com Nelsinho, a partir do momento que o teste dele deu positivo, diversas medidas de precaução foram tomadas. "Eu me isolei em um quarto de hóspede com banheiro e fiquei separado de todos aqui em casa. A partir do momento que o teste da minha esposa, filha e empregada deu negativo, elas foram para Campo Grande e eu continuei isolado no apartamento funcional. Somente a funcionária que vinha aqui para fazer a alimentação e depois já ia embora para casa dela", comentou.

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Durante o isolamento, Nelsinho conta que a "vizinhança foi muito solidária". "Me mandavam pratos de comida e também pão de queijo, cachorro quente e sopa. Eu percebi que está infecção realmente é forte. Já tive dengue e achava que a dengue derrubava e prostrava, mas, essa é mais forte. É arrastada, vai indo dia após dia até você se recuperar sozinho, principalmente, porque ainda não tem nenhum remédio e aí está a importância do isolamento social", ressaltou.

No período da internação, o parlamentar relembrou que fazia um "exercício mental" para vencer a doença. "Ficava lá deitado o tempo todo, comendo aquela comida de hospital que ninguém gosta. Eu também fazia um exercício de vencer a cada hora e seguida tudo o que o Dr. Alexandre Cunha, meu infectologista, dizia. Eu fui aquele paciente exemplar e engraçado que tudo o que ele falava acontecia. Dizia: 'Agora é pico da piora' e tudo acontecia. Fiquei então com a minha fé", pontuou.

Sobre o contato com as outras pessoas, ele diz que reduziu ao máximo e concentrou em somente uma pessoa. "Eu ligava a televisão, via o celular e até me irritava um pouco. Não tinha vontade de falar com ninguém. Recebia ligações da minha mãe, esposa, parentes que também são médicos. Decidi falar somente com minha esposa e ela transmitia tudo ao restante da família", finalizou.

Diagnóstico do Covid-19

O diagnóstico para o Covid-19 ocorreu no dia 13 de março. No outro dia, usando uma máscara, ele usou as redes sociais para divulgar um vídeo e dizer que está com sintomas leves da doença.

Após cinco dias, ele foi para o hospital, já que a "febre não diminuía", ainda conforme a assessoria. Nelsinho era um dos integrantes da comitiva do presidente Jair Bolsonaro, durante viagem para a Flórida, nos Estados Unidos, neste mês de março.




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