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Bolas 'misteriosas' aparecem e desaparecem em praia de SP

A prefeitura esclareceu as inúmeras bolas, cujas imagens inundaram as redes sociais no final de semana.

Um fenômeno que viralizou nas redes sociais na última sexta-feira (5), o surgimento de centenas de bolas escuras na faixa de areia das praias de Peruíbe, em São Paulo, surpreendeu novamente os moradores da região ao sumirem misteriosamente um dia depois, sem deixar rastros.

Em entrevista ao G1, a prefeitura do município litorâneo explicou que as formações são um fenômeno natural na região. Segundo especialistas, o fato de as bolas terem sumido deveu-se à ação da maré alta.

Ao G1, a prefeitura esclareceu as inúmeras bolas, cujas imagens inundaram as redes sociais no final de semana, são pequenas concentrações de lama negra, um tipo de fango (ou limo) que foi retirado do mar pela ação da ressaca que atingiu a região, e depositado na faixa de areia.

Reprodução: Diogo Cavalcanti de Souza Reprodução: Diogo Cavalcanti de Souza 

Para as autoridades municipais, a forma de bolas esbranquiçadas deveu-se ao fato de que os pedaços de lama foram cobertos de areia. Outro “mistério”, o desaparecimento das bolas em 24 horas, foi esclarecido pelo biólogo marinho Eric Comin. Para ele, ao subir, a maré alta “arrastou tudo de volta para o mar, depositou essa lama de volta”.

A explicação do fenômeno

O secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Ribas, explicou à reportagem do G1 que, em Peruíbe, existem bolsões de lama mar adentro em uma área de 80 metros da praia. Quando o mar fica revolto faz um “efeito liquidificador”, levando para a beira-mar uma água preta, barrenta ou em “pelotas” que, rolando pela areia, formam essas bolas.

Foto das bolas na praia e do mesmo local 24 horas depois (Fonte: Uol/Reprodução) Foto das bolas na praia e do mesmo local 24 horas depois (Fonte: Uol/Reprodução) 

Segundo Comin, a origem dessas formações esféricas pode ser o desassoreamento dos rios, que acaba levando a lama para a praia, fazendo esses “bolsões” de lama. Na verdade, segundo o biólogo, esse substrato mais escuro é substrato de manguezal  que, ao encontrar com o mar, para e se deposita logo em frente à praia.

O médico Paulo Flávio, que fez sua tese de doutorado sobre a Lama Negra de Peruíbe, diz que não é correto dizer que se trata de lama negra, mas sim de um material argiloso, de origem marinha, após maturação. Para ele, a última vez que o fenômeno ocorreu foi em consequência de um ciclone extratropical que ocorreu em Paranaguá.


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