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Contato do bebê com bactérias da vagina da mãe faz bem à saúde

Passar fluido vaginal da mãe em bebê nascido é importante

Contato do bebê com bactérias da vagina da mãe faz bem à saúde
bebê | divulgação
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Contato com fluído vaginal da mãe fortalece o bebê

Em um estudo inédito sobre este procedimento, pesquisadores comprovaram que os benefícios do contato dos micróbios da vagina com o bebê podem ser transferidos a ele ainda que o parto não tenha sido normal.

Sabe-se que esta transferência de fluido é muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico da criança. Este dado, inclusive, é usado como argumento a favor do parto natural, situação em que o contato ocorre inevitavelmente.

A pesquisa foi realizada com 18 bebês nascidos no hospital da Universidade de Porto Rico, em San Juan, e publicada na revista científica Nature Medicine.

Segundo os pesquisadores, o resultado muda o quadro comum associado a bebês nascidos de cesárea.

Estudos apontam que eles têm alto risco de desenvolver problemas de imunidade e metabolismo justamente por não entrarem em contato com “bactérias amigas” presentes na vagina da mulher. Daí se baseia a teoria dos cientistas de que o “batismo” com o fluido vaginal é positivo para o bebê.

“A primeira exposição de um bebê a micróbios pode educar o sistema imunológico cedo para diferenciar o amigo do inimigo”, explicou uma das médicas autoras da pesquisa e professora-membro da associação de Medicina da Universidade de Nova York, Maria Gloria Dominguez-Bello, em entrevista ao jornal The New York Times.

Os pesquisadores deram o nome a este procedimento de transferência microbiana vaginal. Para realizar os testes, os bebês participantes foram divididos em grupos.

Dos 18, 7 bebês nasceram de parto normal, ou seja, tiveram contato com o “ambiente” da vagina das mães. Os outros 11 que nasceram por cesariana foram separados: em 4 deles, foram passados micróbios vaginais da mãe, e, nos outros 7, não.

A primeira etapa do teste foi coletar os micróbios da vagina da mãe. Para isso, os médicos responsáveis pela publicação introduziram uma gaze esterilizada na vagina uma hora antes do parto.

Depois, esta gaze foi reservada em um coletor estéril, para não ser impactada por germes provenientes do ambiente ou de qualquer outro recurso que houvesse na sala de cirurgia.

Dois ou três minutos após o bebê nascer, então, os pesquisadores passaram a gaze úmida em praticamente todo o corpo do bebê: lábios, rosto, tórax, braços, pernas, costas, órgãos genitais e região anal. Este processo durou aproximadamente 15 segundos.


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