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É possível emagrecer dormindo?

Os benefícios de uma boa noite de sono para quem deseja manter a forma

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O sono é um dos tópicos que, vez ou outra, acaba surgindo quando o assunto é emagrecer. Dormir demais engorda ou emagrece? De fato o sono é um dos fatores que deve ser levado em conta na hora de falar sobre perda ou ganho de peso.

De acordo com a dra. Cátia Medeiros, quando dormimos bem conseguimos realizar a liberação do hormônio GH pela glândula pituitária, uma substância química que só é ativado quando atingimos um nível de sono profundo. São muitos os benefícios do GH, dentre eles está a ligação ao crescimento das crianças, já para os adultos é um excelente poupador de músculo, além de auxiliar na redução de gordura.

Além disso, dormir pouco diminui a formação de melatonina, provocando baixos níveis de leptina (hormônio responsável pela saciedade) e altos níveis de grelina (hormônio responsável pela fome). Sendo assim quando dormimos pouco ficamos com mais fome e queimamos menos gordura.

Quem tem uma noite de sono curta ou com interrupções acaba procurando alimentos mais calóricos e pouco saudáveis. Isso, juntamente com a dificuldade de ficar saciado, pode acabar provocando a compulsão alimentar.

Para desvendar de vez o mito de forma completa, a dra. Cátia informa ainda que dormir demais não necessariamente engorda. "Apenas no caso deste sono se estender de tal forma que comece a comprometer a rotina alimentar. Nesse caso dormir muito pode interferir no processo de perda de peso, mas de forma indireta", completa.

Para quem sofre de dificuldade de dormir a nutricionista lista alguns elementos presentes em alimentos que são aliados do bom sono:

Triptofano: presente em ovos, grão de bico, banana, semente de gergelim, cacau, leite;

Passiflora incarnata: conhecidas como folhas do maracujá, ajudam a ativar os receptores de gaba, neurotransmissor da serotonina (hormônio do bem-estar);

L-theanine: presente no chá verde e chá preto. Suas propriedades diminuem o estresse e ainda aumentam a síntese de dopamina e serotonina. É importante ter cuidado com o horário que vai tomar, pois ele contém cafeína (tome até às 15 horas);

Melatonina: cereja, aveia, arroz integral.

Claro que para algumas pessoas os alimentos podem não ser suficientes. Para casos assim, a especialista dá dicas do que fazer para ter uma boa noite de sono:

- Evite excessos antes de dormir, faça refeições menores e evite alimentos de difícil digestão, como pratos gordurosos;

- Evite alimentos estimulantes como café, chá verde e excesso de bebida alcoólica;

- Não durma com fome. Antes de deitar faça um lanchinho composto por 1 fruta, leite morno, uma banana quente com aveia ou chás relaxantes (melissa, camomila e erva doce);

- Caso se exercite no período noturno, observe se isto não pode estar interferindo e caso veja relação, tente passar o treino para o período da manhã ou praticar umas duas horas mais cedo;

- Se ao deitar não dormir em 30 minutos, ao invés de ficar revirando na cama, levante-se e procure uma atividade relaxante como ouvir música suave ou ler;

- Não deixe a televisão ligada, principalmente se for em programas mais agitados que podem te deixar mais alerta;

- Mantenha um ritmo de sono. Procure sempre ir para a cama na mesma hora todas as noites e tente manter essa rotina sempre que possível, inclusive nos finais de semana;

- Antes de deitar, tome um banho morno e evite ficar pensando em assuntos desagradáveis;

- Caso a insônia ou dificuldade para dormir esteja frequentemente te incomodando, evite cochilar durante o dia ou, se estiver muito cansado, procure dormir menos de 1 hora;

- Aprenda a trabalhar o seu estresse, procure atividades que te relaxe!

Por fim, para ajudar na perda de peso a nutricionista informa que existe sim um mínimo de horas de sono indicado. "Até mesmo para auxiliar no ganho de massa muscular, são necessárias pelo menos 6 horas de sono e que apresente qualidade, ou seja, aquele sono reparador sem interrupções", finaliza Cátia.


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