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Entenda a relação entre ansiedade e obesidade

Estudos comprovam que a ansiedade leva à compulsão alimentar

O Brasil é o país que concentra o maior número de pessoas ansiosas do mundo. Em 2019, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou que 9,3% dos brasileiros, ou seja, 18,6 milhões de pessoas, sofrem com o transtorno.

O problema só agravou com a pandemia. Uma pesquisa divulgada pelo Google recentemente apontou que os brasileiros procuraram 3x mais pelo tema ansiedade em três meses do que nos últimos 16 anos. Apenas a expressão “como é ter crise de ansiedade” aumentou 5.000% entre janeiro e julho.

Estudos comprovam que a ansiedade leva à compulsão alimentar e, consequentemente, ao ganho de peso. A especialista em obesidade, Edivana Poltronieri, explica a relação entre ansiedade e alimentação, e como direcioná-la para os alimentos certos para minimizar os impactos negativos na saúde.

Ansiedade e obesidade

“A pessoa ansiosa, geralmente, precisa de um escape. O mais acessível e prazeroso, para a maioria delas, acaba sendo a comida. Ela não se alimenta porque está com fome, mas faz isso para liberar os seus impulsos. E é nesse momento que inicia a compulsão alimentar”, explica a especialista.

Edivana, que já ajudou muitos obesos a perderem peso, pontua que o problema da maioria era a ansiedade. “A ansiedade causa alterações hormonais, liberando cortisol, adrenalina e carga glicêmica, responsáveis pelo acúmulo de gordura. Com isso, vem o ganho de peso”.

Reprodução internetReprodução internet

Aprenda a direcionar a ansiedade nos alimentos certos

A especialista explica que comida gordurosa, derivados de açúcar e farinha refinados, como biscoitos e doces, são os principais vilões de quem come por ansiedade. “Esse tipo de comida desperta prazer, porém, coloca a pessoa em um ciclo viciante de que nunca é suficiente”, pontua Poltronieri, que destaca a importância de encontrar alternativas que gerem prazer, porém que sejam pouco calóricas, como frutas cítricas, leite, ovos e derivados magros, carnes e peixes.   “A recomendação não é se proibir de comer um carboidrato ou chocolate quando se está com vontade, mas tentar direcionar a tensão principal para esse tipo de alimento até que a pessoa consiga discernir o que é vontade constante e pontual”, explica a especialista em obesidade.

Embora seja um processo lento, ele é fundamental para não comprometer a saúde. “Esse tipo de descontrole é o que gera o alto índice de diabéticos, cardíacos, colesterol elevado e pressão alta. Então, se a pessoa só se sente bem comendo descontroladamente, é preciso procurar tratamento para controlar a impulsividade”, finaliza Poltronieri.

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