Pela primeira vez na história, estudos mostraram um declínio nos índices de Quociente de Inteligência (QI) da população mundial desde que o teste foi criado em 1904. Será que estamos ficando mais burros?

Dois estudos recentes, feitos pela Brown University e pela Columbia University, concluíram que o desenvolvimento cognitivo está em declínio. De acordo com as pesquisas, bebês nascidos durante a pandemia perderam 22 pontos de QI, o equivalente a sete décadas de ganhos até aqui.

QI reduziu nos últimos anos, apontam estudos | FOTO: Reprodução/Banco de ImagensQI reduziu nos últimos anos, apontam estudos | FOTO: Reprodução/Banco de ImagensQI reduziu nos últimos anos, apontam estudos | FOTO: Reprodução/Banco de Imagens

Os números mostram que as perdas são ainda mais agravantes para crianças de nível socioeconômico mais baixo. Para medir o resultado, os pesquisadores pontuaram o desenvolvimento cognitivo e motor de 700 crianças com idades entre 3 meses e 3 anos, com base em parâmetros de desenvolvimento apropriados. Esses números, então, foram convertidos em pontuações de QI.

O que teria provocado a queda do QI?

Antes mesmo da pandemia ter início, pesquisadores já imaginavam que o QI global poderia estar caindo. Porém, a magnitude da queda nesse atual momento é completamente sem precedentes. Por mais que os cientistas ainda não tenham conseguido cravar o exato motivo pela queda do QI médio, algumas hipóteses passaram a ser ventiladas.

  1. A primeira delas seria o estresse dos pais, uma vez que as dificuldades econômicas e de saúde da covid-19 fizeram com que as mães dos últimos anos presenciassem maior estresse durante a gravidez, provavelmente impactando negativamente os fetos e os cérebros de recém-nascidos.
  2. Além disso, o fato de os humanos estarem mais online e terem passado mais tempo em isolamento social pode ter implicações negativas diretas no desenvolvimento infantil. 
  3. Para alguns pesquisadores, o uso de máscaras faciais faz com que as pessoas se tornem mais inexpressivas, o que deixaria os bebês mais agitados — esse ponto, no entanto, é altamente questionado.

Embora existam críticas dentro da comunidade científica de que o QI não avalia completamente o intelecto humano — inclusive pelo próprio criador do teste — essa segue sendo a medida de inteligência mais utilizada no mundo. 

Os cientistas ressaltam, entretanto, que o QI não é uma medida fixa e pode voltar a aumentar ao longo da vida. Logo, talvez seja necessário um período de adaptação a esse novo momento que estamos vivendo para que os nossos jovens voltem a e apresentar bons resultados. 

Com informações do Megacurioso