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Mancha em dente revela algo inusitado sobre freiras da Idade Média

Descoberta pode indicar que elas trabalhavam como escribas.

Mancha em dente revela algo inusitado sobre freiras da Idade Média
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Durante muito tempo, pensou-se que apenas os homens faziam manuscritos bíblicos durante a Idade Média; porém, uma descoberta na Alemanha pode mudar o que se sabe sobre o período e ajudar a comprovar o papel da mulher na sociedade da época. Um estudo publicado na revista Science Advances mostra uma incomum mancha azul nos dentes de uma freira – e esse foi o estopim das novas interpretações históricas.

Acontece que o pigmento azul era extremamente raro, chamado de ultramarino e retirado da pedra semipreciosa lápis-lazúli, na época originária da região onde hoje fica o Afeganistão. Por isso, ele era usado principalmente pelos escribas homens. Essa mulher em questão, que viveu entre 45 e 60 anos, em um mosteiro nos arreadores de Dalheim, perto de Frankfurt, tinha fragmentos do pigmento em seus dentes – fato que intriga os pesquisadores.

Reprodução

Os restos mortais da freira datam do ano 1100 d.C., há 9 séculos, e indicam que ela lambia a ponta de seus pincéis de escrita; por isso, acabou com o pigmento entre os dentes. Porém, os pesquisadores não acharam nenhum trabalho que possa ser atribuído a essa mulher ou a esse período, já que os primeiros registros de manuscritos religiosos de mosteiros datam de 1 século mais tarde.

Lápis-lazúli era caro como ouro naquela época

“Inicialmente, eu estava estudando o pigmento para descobrir a dieta da mulher. Mas, ao colocá-lo sob o microscópio, vi muitas partículas azuis brilhantes. O azul ocorre raramente no mundo natural, e nós pensamos que tinha que ser algum tipo de pedra preciosa”, explica a pesquisadora Anita Radini, da Universidade de York, ao The Telegraph.

Outras suposições indicam que a mulher religiosa poderia ser adoradora de imagens e tivesse a prática de beijar quadros feitos com o pigmento azul-ultramarino. Porém, esse é um costume que se popularizou alguns séculos depois. Ela também pode ter incrustrado a cor por conta de preparações de soluções medicinais, mas os especialistas não acreditam que essa seja uma possibilidade muito plausível.

Reprodução

Outra descoberta importante para o caso foi entender que há 9 séculos já havia uma rota comercial que conectava a Alemanha à Ásia, e que a crescente economia europeia do período pode ter aumentado a demanda pelo raro pigmento. A pesquisadora Christina Warriner, do Instituto Max Planck, comemora a descoberta: “Isso me faz pensar em quantos outros artistas poderíamos encontrar em cemitérios medievais – se apenas procurarmos!”.



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