Sem dúvida, o artesanato é motivo de orgulho para o Piauí. É um produto de exportação nacional e internacional, pois peças produzidas por artesãos já conquistaram o mundo e são comercializadas na Europa, América, Ásia e também no mercado local. É talento que gera riquezas e só no ano passado, segundo dados da Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (SUDARPI), foi contabilizado um total de R$ 528.869,00 reais somente com as vendas de produtos artesanais realizadas em feiras e eventos realizados no Brasil, fora os negócios realizados, individualmente, por artesãos e cooperativas.

O superintendente da Sudarpi, Jordão Costa, conta que após a mudança de diretoria à superintendência, o artesanato ganhou maior visibilidade e poder de negociação junto aos órgãos governamentais e não governamentais. “Nós conseguimos um maior respeito no meio e conseguimos desenvolver, de forma mais efetiva, a política pública do artesanato”, afirma Jordão.

De acordo com o Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), são 4.655 artesãos cadastrados no Piauí, 971 deles na capital. Possuímos, ao todo, 50 cooperativas, sendo 19 em Teresina e o restante espalhadas por outros municípios do estado.

“Atualmente podemos destacar como carros-chefe do artesanato piauiense a opala de Pedro II, a arte santeira, a tecelagem e a cestaria. Essas são as quatro tipologias que mais vendem no estado do Piauí”, informa Jordão.

A superintendência apoia os artesãos enviando-os para feiras municipais, regionais, nacionais e internacionais; na capacitação técnica; e também disponibilizando lojas, tanto em Teresina como no interior, para que eles possam expor sua mercadoria sob consignação. “Nosso artesão tem isenção do ICMS por meio da carteira nacional do artesão. Estamos agora com nossa loja virtual, que é a primeira loja virtual de artesanato do Brasil”, relata.

Esse ano, a Sudarpi dará início ao projeto Saber Fazer, que tem data de início prevista para o mês de maio e vai capacitar, na parte de gestão e elaboração de novos produtos, cerca de mil artesãos em 27 municípios do estado do Piauí.

“Temos as feiras regionais, que fazemos junto com os festivais que são tradicionais do estado, como é o caso do Festival de Inverno, mas também temos feiras em Brasília, Recife, Belo Horizonte, São Paulo, e no Rio de Janeiro, que já tem uma prevista para o mês de abril. Em todos esses eventos, as peças enviadas pelo Piauí têm boa aceitação e são comercializadas na totalidade”, informa.

A realidade do mercado local é que o público piauiense compra mais o artesanato tipo souvenir, para pequenas lembranças. Os que mais se destacam são a cestaria, o bordado, a opala de Pedro II e a tecelagem. “Já a arte santeira, que é nossa “grande menina dos olhos”, tem valor comercial muito grande fora”, afirma Jordão, esclarecendo que a superintendência possui um projeto, desde 2018, de produção do primeiro catálogo físico do artesanato piauiense e a meta é a sua implementação em 2019.