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Globo Livros lança O fantasma da mãe, novo romance de Gustavo Bernardo

Em obra ousada e inquietante, professor e escritor traça uma narrativa que pode ser lida como um "romance de fantasma" ou "romance de terror"

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Talvez a gente até sinta algum medo, mas nem sempre sentir medo é ruim: sentir medo pode ser bom, se nos ajudar a enfrentar a indesejada das gentes.

A Globo Livros lança O fantasma da mãe, novo livro de Gustavo Bernardo. Em seu décimo segundo romance, o professor e escritor traz uma inquietante história que se encaixaria como um "romance de fantasma" ou "romance de terror", mas essas classificações não dão conta da ousadia de Bernardo. A história da psicanalista Iracema e de seu paciente Pedro Rocha pode ser lida, ainda, como um "relato clínico". Ultrapassa, porém, não só as margens da psicanálise, mas da própria literatura.

Funcionário subalterno, como se define, e solteirão convicto, Rocha procura Iracema para que ela o ajude a lutar contra o fantasma materno. Amélia, a mãe morta, reaparece para o filho nos espelhos, despedaçando sua vida medíocre. "Dizem os hindus que a mente é uma carroça puxada por dez cavalos selvagens", recorda Iracema. De fato, a mente está repleta de memórias falsas, de próteses imaginárias, e muitas vezes a ficção se mostra mais real do que a própria realidade.

Mas o fantasma de Amélia salta para além dos espelhos. Já em seu velório, Rocha o vê entre os que a choram. O romance de Bernardo acompanha a terapia a que ele se submete. Com isso, o livro se expande não só para o campo do ensaio, mas da clínica e da poesia. A psicanalista Iracema dirige seu relato a certa "senhora" sem nome. A reviravolta em que essa estratégia lançará o leitor o levará a descobrir que, também ele, ao ler o livro de Bernardo, é engolido pela ficção.

Definindo-se como uma "psicanalista de subúrbio", Iracema nos leva a refletir sobre as dificuldades da sociedade para aceitar a ficção e os escritores. A literatura, nos mostra o autor, é muito mais do que uma história bem contada. É um salto no escuro.


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