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Livro reúne a radioatividade e o cordel

A ideia era mostrar que o cordel podia ser usado na sala de aula em Radiologia

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O mais novo livro do pesquisador Wilson Seraine saiu em meio a pandemia. 'A Radioatividade na Literatura de Cordel' surgiu depois dele participar de um dos maiores congressos da América Latina na área de radiações ionizantes, a Radio 2019.

“No ano passado tivemos na Radio 2019. Ele é bianual e trata-se de congresso internacional promovido Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica. E nós, fizemos um artigo para submeter ao evento ligado a literatura de cordel no ensino de radiologia. Para nossa surpresa o artigo foi aceito para a exposição oral, o que acontece com bem poucos”, comenta.

Depois de retornar de São Paulo, onde aconteceu o congresso, Seraine resolveu tornar o trabalho mais completo, transformando em livro. “Nesse artigo só tinha dois cordéis. A ideia era mostrar que o cordel podia ser usado na sala de aula em Radiologia, basicamente na proteção radiológica, gerar discussões em sala de aula, não só com textos científicos, mas com textos poéticos de autores de poesia  tipo de literatura de cordel”.

Foi ai que ele resolveu fazer algumas pesquisas e encontrou três cordéis, complementando o livro. Há um capítulo sobre as radiações ionizantes e suas aplicações, um pouco da história da radiotividade, além de um espaço dedicado a  história e as classificações do cordel.

Divulgação

No final de cada capítulo, há um comentário e o livro traz ilustração e diagramação de Jota A e prefácio do ex-diretor geral do Instituto de Radioproteção e Dosimetria(IRD), Professor José Ubiratan. Tem ainda explanação na orelha do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira. “É um paradidático simples com pouco mais de cem páginas e feito por uma editora do Rio de Janeiro e que traz algo diferente: ligar a cultura popular, nordestina - no caso o cordel - a ciência que causa muito medo. Colocamos alguns coisas, tiramos alguns paradigmas das pessoas  que têm muito medo de radiação”.

Wilson Seraine é um dos membros do Conselho Estadual de Cultura e, também, da Academia Brasileira de Cordel, na categoria pesquisador. E um profundo conhecedor e estudioso da obra de Luiz Gonzaga.



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