Você precisa verificar a sua conta, acesse o seu e-mail

mais
URGENTE
Acidente em aeroporto de Teresina causa confusão em voôs para todo o país
Baixe o nosso APLICATIVO
ESCOLHA A LOJA ABAIXO: Google Play AppStore
curiosidades rede meionorte blogs notícias entretenimento esportes cidades carros

Matrizes do samba são patrimônio cultural

Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-enredo são as três frentes do samba carioca consideradas pelo Iphan patrimônio imaterial do País

Matrizes do samba são patrimônio cultural
Samba | Clara Angeleas/Secretaria Especial da Cultura
Compartilhe
Google Whatsapp

Mais que uma dança ou uma expressão de alegria e celebração, o samba é um instrumento de identificação do brasileiro. O ritmo, os movimentos e as rimas abrem um canal de contato com as raízes de quem nasceu por essas terras. Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba-enredo são as três vertentes do samba carioca elevadas a patrimônio imaterial brasileiro – reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Uma relação com a raiz e o formato. O jornalista e pesquisador da Fundação Nacional das Artes (Funarte), no Rio de Janeiro, Pedro Paula Malta, vai além, destaca o samba como uma visão e compreensão de mundo, da história e do passado do povo brasileiro. Além disso, traz ao presente a confraternização. “O samba tem essa característica de agregar, de você ter dentro desse espírito de se compartilhar, de você contribuir com a tua parte, o outro contribuir com a dele, e aquilo tudo se formar como samba. Se a gente tomar como exemplo a roda de samba, é uma coisa compartilhada. Você está em uma roda trocando energia com muitas pessoas e, cada um, contribuindo com o seu pouco ou o seu muito para aquela roda”, observa.

Toda essa simbologia, pluralidade e ressignificação no imaginário popular ocupa espaço fixo na narrativa cultural brasileira. O pedido para tornar as matrizes do samba carioca em patrimônio imaterial veio de dentro da comunidade da Estação Primeira de Mangueira – o Museu do Samba. O local narra, em exposições fixas e temporárias, os processos dessa matriz.

Criado em 2001 como Centro Cultural Cartola, o Museu do Samba atuou à frente do processo de reconhecimento e salvaguarda do samba como patrimônio cultural imaterial, além de desenvolver ações educativas e advogar por mais espaço na sociedade para o samba, sua memória e os detentores desses bens culturais. Além de preservar a origem, a proposta fortalece a cultura. 

Samba (Clara Angeleas)

Reconhecimento e salvaguarda

“Patrimônio imaterial que entendemos são as nossas referências culturais; que são compreendidas como referências culturais” – explica a superintendente do Instituto Iphan no Rio de Janeiro, Mônica Costa. Portanto, para ser validado como patrimônio cultural brasileiro, o rito deve ser referenciado pela comunidade que detém o seu conhecimento técnico. “Dentro desse plano de salvaguarda você tem sempre a criação de um centro de referência da memória daquele bem. No caso do samba carioca, é o Museu do Samba”, relata Mônica.

Presidente do Conselho do Museu do Samba, Nilcemar Nogueira sabe de seu privilégio no meio. Neta de Dona Zica e do mestre Cartola, fala com propriedade sobre o que representa o samba e as transformações que provocou na trajetória de sua família. “As histórias dos meus avós ilustram bem este fato da transformação. Comprovam isso. Quando eu digo que o samba tem várias linguagens, estou falando que tem a música, o ritmo, a poesia, a dança, a culinária. As linguagens tradicionais estão presentes com outros desdobramentos, o que constitui uma grande cena”, observa.


Tópicos
Compartilhe
Google Whatsapp

veja também

Não venda minhas informações pessoais

Central do usuário

Login pelas Redes Sociais

Nunca postaremos nada em seu nome


Login por e-mail

Use sua conta cadastrada por e-mail

Não tem conta no meionorte.com?

Cadastre-se