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Memórias Pantaneiras: a arte do fotógrafo Haroldo Palo

A diversidade do Pantanal por meio de 30 imagens do fotógrafo que é reconhecido internacionalmente

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Uma paisagem e uma paixão foram as responsáveis por unir dois “pantaneiros” que nunca tiveram a oportunidade de se conhecer pessoalmente. A síntese dessa parceria pode ser apreciada nas 30 imagens que fazem parte da exposição Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior, que entra em cartaz a partir desta segunda-feira, 16 de setembro, no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

 Reconhecido internacionalmente pelo caráter artístico e documental de suas fotografias, Haroldo Palo Júnior chegou a São Carlos em 1973 para cursar Engenharia Elétrica na USP e só se despediu da cidade em 2017, depois de um enfarte fulminante. A paixão que Haroldo nutria pelo Pantanal ficou registrada nas imagens produzidas ao longo dos 40 anos em que fotografou as paisagens, os animais e as pessoas desse ecossistema tão diverso. “Haroldo faz parte de uma categoria de fotógrafo pesquisador, fazendo que seu acervo seja uma fonte não apenas de uma fantástica coleção de arte, mas de um incrível conjunto de informações ambientais, geográficas, biológicas e sociais, que constitui um valioso material de pesquisa”, explica o curador da exposição, o professor Alneu de Andrade Lopes, do ICMC.

 O Pantanal e a paixão pela fotografia mobilizaram Alneu em direção a Haroldo. Quando visitou a casa do fotógrafo, em 2018, ele foi gentilmente guiado por Isadora Puntel, esposa de Haroldo, que lhe apresentou às dezenas de milhares de imagens do Pantanal. “No acervo do Haroldo, com mais de 300 mil fotos, encontramos pérolas de fotografias como amanheceres e pores de sol pantaneiros”, explica Alneu.

O curador explica que a seleção das 30 imagens da exposição foi guiada para auxiliar o público a compreender o que é o Pantanal, já que o componente documental está sempre presente na fotografia de Haroldo. Outro aspecto que direcionou as escolhas do curador foram suas próprias memórias. “Nasci em Nioaque, no Mato Grosso do Sul, e tive muito contato com Aquidauana, Miranda, Corumbá, Bonito e com fazendas daquela região. Meu avô José Ferreira de Andrade Neto era carpinteiro e excelente construtor de mangueiros, que são instalações para manuseio do gado, para vaciná-lo e marcá-lo. Lembro-me, por exemplo, de ter passado um mês, quando tinha uns 12 anos, ajudando-o numa fazenda que ainda estava com tudo por desbravar. Tanto que nem mangueiro tinha, meu avô que o estava construindo”, relata o professor.

 Haroldo Palo Júnior

Fotógrafo de natureza reconhecido internacionalmente, Haroldo nasceu em Lins, no dia 17 de novembro de 1953, mas residiu em São Carlos desde o início de sua graduação na Escola de Engenharia de São Carlos, em 1973

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Alneu chegou a São Carlos em 1993, quando começou o mestrado em Ciências da Computação e Matemática Computacional no ICMC, sob orientação da professora Maria Carolina Monard, uma das primeiras pesquisadoras brasileiras a atuar no campo da inteligência artificial. Depois de passar uma temporada em Portugal, onde fez doutorado em Ciências da Computação pela Universidade do Porto, retornou à cidade em 2002, ano em que se tornou professor no ICMC, onde realiza pesquisas nas áreas de inteligência artificial, aprendizagem de máquina, mineração de dados e mineração de redes complexas.

 Em paralelo à carreira acadêmica, Alneu manteve viva a paixão pela fotografia, que carrega desde o final da adolescência. A afinidade que estabeleceu com as obras de Haroldo se reflete no cuidado  do curador com a impressão das imagens: “Tal impressão foi feita a partir de arquivos originais pós-processados pelo Haroldo. Na escolha do papel, optei, após vários testes, pelo Hahnemühle Museum Etching 350 gramas, um papel fosco, de altíssima qualidade, no qual a fotografia pode durar mais de 100 anos se protegida e com iluminação adequada. A ideia da impressão fine art foi primar pela qualidade, fazendo jus à natureza artística e documental das imagens”. 


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