Atenção você que é mãe! Saiba mais sobre amamentação

Dicas importantes sobre amamentação no meionorte.com

Bom, hoje vamos falar sobre amamentação. Todos já sabemos que o leite materno oferece ao recém nascido um alimento completo. Suas características bioquímicas variam de mãe para mãe, durante o dia, durante as diferentes fases da amamentação e até mesmo durante a mesma mamada.


1.Colostro: secretado no pós parto imediato até cerca de uma semana, caracteriza-se por um fluído amarelado e espesso, rico em proteínas e com menor teor de lactose e gorduras que o leite maduro, tem cerca de 67 kcal para cada 100 ml e um volume de 2 a 20ml por mamada. Rico em vitaminas A e E, carotenóides e imunoglobulinas confere proteção contra vírus e bactérias para o bebê e permite que ele libre o mecônio, suas primeiras fezes. Possui ainda fator bífido, responsável pelo crescimento da microbita intestinal e pela presença de Lactobacillus bifidus.

2.Leite de Transição: do 7º ao 14º dia de puerpério, apresenta aumento de volume e estabilização de sua composição.

3.Leite maduro: sua composição varia durante as fases da lacatação e contem, além das vitaminas A,D e B6, cálcio, ferro e zinco.

Mães de recém nascidos pré termo (<37 sem) contém mais proteínas e lipídios e menos lactose, além de teores mais elevados de lactoferrina e IgA.


Em relação aos nutrientes do leite materno, as proteínas classificam-se em caseína e proteínas do soro, sintetizados pela glândula mamária e albumina, enzimas e hormônios provenientes do plasma. Não há evidências de que a composição corporal ou os hábitos alimentares maternos influenciem na concentração de proteínas do leite humano, mesmo em mulheres desnutridas.

A principal fonte de energia do leite materno são as gorduras, principalmente Triglicerídeos (98%). Nesse caso, o tipo de lipídeo consumido pela mãe e seu estoque de gordura corporal,  influenciam diretamente a composição de ácidos graxos do leite materno, exceto a de colesterol.

O principal carboidrato é a lactose (aprox. 70g por litro). Ela é fundamental na absorção de minerais como cálcio e  ferro e sua concentração parece não sofrer influência da dieta materna.

Os minerais presentes no leite (Ca, Fe, Zn, Cu, etc) são altamente biodisponíves se comparados ao leite de vaca ou a fórmulas infantis. Sua concentração não é afetada pela alimentação da mãe. Já as vitaminas (A,D,E,K,C e complexo B) têm sua concentração influencida diretamente pela dieta materna, daí a importância de uma alimentação variada e balanceada.

Enfim, não há dúvidas de que o leite materno é o alimento ideal para o recém nascido, exclusivo até o 6º mês e complementado até 2 anos. Todo profissional de saúde têm por obrigação estimular a prática da amamentação para todas as mulheres e o nutricionista em especial, pois dentre as suas funções está a de fornecer informações adequadas sobre a forma correta de manter a saúde nos diferentes estágios da vida.

Fonte: A Nutricionista
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