Disforia pós-sexo: Sensação de vazio após uma relação; conheça!

Disforia pós-sexo: um problema comum do qual pouco falamos.

O mundo é tão obcecado com a frequência, parceiros, fetiches e lugares inusitados, que quando o assunto é sexo pouca gente aborda a sensação pós-coito. Em muitos casos, pessoas são acometidas por uma tristeza profunda que acaba tornando a experiência assustadora e solitária: é a disforia pós-sexo.

O termo é usado para descrever o misto de amargura, ansiedade, agressividade, agitação e melancolia, que pode ser resumido em um grande vazio após uma relação consensual.

“Mesmo quando eu era solteira, a disforia depressiva pós-coito chegava em diferentes formas de vazio. E eu sempre atribuía isso ao medo de ser abandonada”, contou Jerilyn, de 27 anos, ao site Mic. “Eu começava a pensar se algo seria tirado de mim toda vez que transava, mesmo quando eu tinha curtido o ato em si.”

Disforia pós-sexo: Sensação de vazio após uma relação
Disforia pós-sexo: Sensação de vazio após uma relação

Em entrevista ao The Independent, a terapeuta sexual Denise Knowles, disse que a sensação não é incomum. “E não necessariamente tem a ver com algum trauma ou arrependimento: não significa que algo sinistro está acontecendo”, explicou.

A disformia pós-sexo nada mais é do que uma explosão de hormônios que toma conta do corpo após a relação sexual e que inclui endorfina, oxitocina e prolactina.

“Transar é um ato extremamente íntimo e um orgasmo libera uma grande quantidade de hormônios que nos faz sentir uma sensação maravilhosa. Porém, logo após o pico, eles entram numa queda absurda que acaba acarretando em uma tristeza profunda tanto em homens, quanto em mulheres. Afinal, você está deixando para trás um absoluto prazer.”

Um estudo recente constatou que 46% das 230 mulheres participantes tiveram essa experiência mais de uma vez em um único mês. Os pesquisadores concluíram ainda que a intimidade da relação não impactava na reação.

De acordo com Denise, a situação só é preocupante se não for passageira e se ocasionar desmaios. Nestes casos é aconselhado procurar um especialista.

Fonte: Revistamarieclaire
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