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Belo lamenta a prisão da filha: 'Ganha 10 salários mínimos de pensão'

Justiça negou a liberdade para filha de Belo; polícia diz que quadrilha era "articulada e extremamente organizada"

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O cantor Belo foi surpreendido pela prisão da filha caçula, Isadora Alkimin Vieira, de 22 anos, pela Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), sob a acusação de integrar uma quadrilha especializada em golpes por meio eletrônico, ligada à maior facção criminosa do Estado do Rio de Janeiro. Em conversa com Quem na tarde desta quinta-feira (12), o músico lamentou a situação.

Belo e a filha Isadora

"Não tenho o que falar, não consigo falar nada. Primeiro preciso entender. O advogado (que ele contratou para ajudar a filha) está entrando no processo. Ela mora em São Paulo e estava aqui no Rio. Eu nem sabia! Minha mãe tem 80 anos, mora comigo, estou saindo da Covid-19 hoje. A última vez que ela esteve aqui na minha casa foi no Carnaval", contou.

Belo, que tem outros três filhos e três netos, contou que nunca faltou nada para Isadora. "Ela faz faculdade de odontologia, está no terceiro período. Não entendi nada até agora, ela não tem necessidade de nada disso. Ela mora com a mãe, ganha dez salários mínimos por mês da pensão que eu pago. Sempre paguei tudo para ela, a vida inteira. Sempre fui um pai presente. Estamos atordoados, sem entender nada. Ela mora na Zona Leste de São Paulo, tem uma vida boa, é filha única da mãe dela. Agora preciso entender o que está acontecendo. Só entrei no caso agora, fui um dos últimos a saber, a mãe dela não tinha nem me comunicado. Mas vou fazer o que for preciso para ajudar a minha filha", afirmou.

Justiça nega liberdade

A filha do cantor Belo teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva na quinta-feira, dia 12, conforme determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em audiência de custódia. Ela foi identificada pela Polícia Civil como uma suspeita de integrar organização criminosa de aplicação de golpes por meio eletrônico. Outras 11 mulheres foram presas na mesma ocasião.

O Ministério Público pediu prisão preventiva para todo o grupo. Entretanto, a juíza Ariadne Villela Lopes considerou que cinco entre as presas são mães de crianças menores de 12 anos ou têm alguma deficiência e, portanto, concedeu-lhes a prisão domiciliar. No caso de Isadora, a defesa solicitou concessão de liberdade provisória, mas não foi atendida.

'Organização engajada, articulada, extremamente organizada e hierarquizada'

Quanto às práticas criminosas, consta no processo que os investigadores receberam uma denúncia anônima indicando um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio como ponto da quadrilha.

Baseado nas declarações recebidas pelas autoridades policiais, o documento do TJRJ descreve o grupo de mulheres como uma "organização engajada, articulada, extremamente organizada e hierarquizada".

Afirma ainda que foi observada uma "estrutura de logística montada com notebooks, celulares e, inclusive, havendo um motoboy que realizava a função de arrecadar os cartões de crédito das vítimas".

"Ademais, verifica-se que as práticas visando a crimes se revestiam de ardil, visto que as integrantes da organização criminosa se faziam passar por pessoas trabalhadoras em 'central de telemarketing'", acrescenta.

Para converter a prisão de sete mulheres da quadrilha em preventiva, a decisão judicial avaliou a "capacidade de lesar grande quantidade de pessoas, com relato, inclusive, de vítimas idosas, que são manifestamente vulneráveis a tais práticas".

A PRISÃO DE ISADORA

Isadora e outras 11 mulheres foram acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em golpes eletrônicos. Segundo a colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, a investigação já vinha sendo realizada há algum tempo. A quadrilha fazia com que suas vítimas repassassem dados bancários e entregassem cartões de crédito a motoboys.

Foram apreendidos máquinas de cartão, notebooks, cartões de crédito e celulares, entre outros objetos. A investigação apontou que as mulheres têm ligação com traficantes de uma facção que atua no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Os policiais estimam que a organização criminosa conseguia lucrar de R$ 600 mil a R$ 1 milhão por mês.


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