Jô Soares morreu ontem aos 84 anos em São Paulo e são célebres suas entrevistas em canais como TV Globo e SBT. Ele já havia contado que foram mais de 15 mil feitas na carreira. Com o apresentador havia uma companheira fiel: sua caneca, que sempre gerou curiosidade sobre o conteúdo que havia dentro. 

Quando fez uma das suas últimas entrevistas na Globo em 2016, com a atriz Danielle Winits, ele falou a respeito sem querer, em uma das raras ocasiões. 

Caneca do Jô: o que o apresentador bebia que sempre gerou curiosidade?Caneca do Jô: o que o apresentador bebia que sempre gerou curiosidade?

O programa com a atriz foi exibido em 8 de novembro de 2016, já na última temporada. "Tô quase pedindo uma bebida pro Alex, de nervoso", falou Danielle. "Um vinho, uísque, uma vodka, hein?", perguntou o apresentador. Ela escolheu um vinho tinto.

Enquanto ela falava de um musical inspirado em Marilyn Monroe em que ela participou, o garçom Alex colocou uma taça de vinho para Jô, que rejeitou a bebida e acabou entregando o que tinha na sua caneca. 

"Vinho para mim não, obrigado", falou Jô. "Ele já tem alguma coisinha ali", comentou Danielle Winits apontando para a famosa caneca. 

"Tenho meu guaraná aqui, a gente brinda. Ih, falei que é guaraná, é mentira, é água", desconversou Jô. "Só eu sei agora o que é", brincou Danielle em seguida. O apresentador então continuou normalmente com a entrevista. 

'Tomou até sopa' 

Entretanto, o "segredo" já tinha sido revelado anos antes pelo garçom chileno Alex em entrevistas ao Gshow.

Em um vídeo de junho de 2016, ele entregou o que o apresentador gostava de tomar na sua caneca: "Bom, depende do clima. Ele [já] tomou até sopa nessa caneca. Só que geralmente ele bebe refrigerante diet e água. Ele gosta de água". 

Alex também era o responsável por preparar as bebidas dos convidados conforme demanda. "Eu não fazia drinks, eu era só garçom. Os convidados começaram a pedir coisas inusitadas, drinks inusitados. Teve um convidado que eu me lembro que pediu um uísque irlandês. Eu me lembro que não sabia fazer", contou, falando que fez um curso para aprender a fazer bebidas mais elaboradas.

"Lógico, aprendi passando vergonha, passando micos. Só agradeço, porque só tenho aprendido nesse trabalho. Graças a Deus e ao senhor Jô Soares", declarou o garçom.

Em outra entrevista ao Gshow, de 2013, ele comentou a trajetória ao lado de Jô, que começou em um momento delicado, em maio de 1991. "Eu tinha um primo que morava no Brasil e trabalhava no programa do Jô. Ele me alugou um quartinho quando eu vim para cá, mas, infelizmente, esse meu primo morreu. No velório, uma das produtoras me convidou para ficar no lugar dele", contou.