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Juninho Pernambucano oferece ajuda a morador de rua agredido com tapa

Na última semana, a web assistiu chocada a um vídeo de agressão contra um morador de rua.

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Na última semana, a web assistiu chocada a um vídeo de agressão contra um morador de rua. O caso viralizou na internet e chamou a atenção do ex-jogador de futebol Juninho Pernambucano, que foi atrás da vítima e conseguiu dar um rumo menos trágico para a história. As informações são do Hugo Gloss.

Na gravação, o empresário Adonias Correia de Santana, de Tabaporã, no Mato Grosso, encontra o morador de rua e, a princípio, sinaliza que vai ajudá-lo dando dinheiro. Porém, em um determinado momento, ele atrai o homem para mais perto do seu carro e lhe dá um tapa. “Vai trabalhar, vagabundo! Filha da p*ta! Quer mais um?!”, diz em tom agressivo. Assista ao vídeo na íntegra:


O vídeo foi amplamente divulgado nas redes sociais e chegou ao conhecimento de Juninho. Em seu Twitter, ele revelou que localizou o morador de rua com a ajuda do professor e advogado Rogério Pereira, e conseguiu descobrir mais sobre sua história. O homem agredido por Adonias foi identificado como Anderson.

“Ele é dependente químico, e antes de criticá-lo, saiba que na maioria das vezes, o caminho das drogas é o único que é capaz, para muitos, de trazer algum prazer em estar vivo. Não incentivo ninguém a usar, mas não me acho no direito de dizer o que cada um deve fazer com seu corpo, pois a única coisa intocável que você tem é sua vida, sua liberdade, mesmo que seja pra fazer mal a você mesmo”, começou explicando.

O ex-comentarista da Globo também se posicionou contra o que julga ser uma “política violenta no combate às drogas” e revelou que decidiu ajudar Anderson a recuperar sua sobriedade. “Estamos enviando hoje o Anderson, com seu consentimento, para uma clínica especializada em dependência química, onde ele ficará no mínimo três meses. A família do Anderson só falou coisas boas dele. E sabe que ele precisa de ajuda”, publicou.

Juninho explicou que, apesar da boa vontade das pessoas que querem ajudar o homem com doações, o ideal é que ele faça seu tratamento primeiro. “Não adianta darmos a ele, as doações que muitos de nós, queríamos fazer, pois claro, ele não suportaria a tentação do uso. Queremos ele recuperado e de volta a sociedade como exemplo para outros. Depois da cura, caso seja alcançada, o Anderson precisará antes de tudo (enchem a boca pra falar, tem que dar educação, não dê nada de dinheiro, ele só vai pedir depois etc..isso é discurso elitista e egoísta) algo que vem antes da educação. Que é DIGNIDADE HUMANA”, analisou.

O ex-atleta afirmou que não sabe se o rapaz irá conseguir se recuperar, mas está disposto a ajudá-lo como puder. “Vai dar certo? Não sabemos. Mas é o único provável caminho que poderá recuperá-lo e reintegrá-lo a sociedade”, disse. Por fim, Pernambucano repudiou veemente a agressão e garantiu que providências judiciais serão tomadas. “Quanto a agressão sofrida, será muito, mas muito mais difícil, esquecê-la, do que se liberar do vício. Depois da tortura (imensurável, inexplicável), a humilhação é a pior agressão feita ao ser humano, ela agride muito mais que o tapa em si. Sobre isso, o Rogério Pereira se responsabilizará do processo. Agradecendo a todos a intenção de ajuda, seja ela por sentimento ou doações”, finalizou.

Mais tarde, Juninho publicou um vídeo de Anderson, já na clínica de reabilitação, agradecendo a ajuda recebida. Junto à gravação, ele esclareceu sobre os gastos envolvidos na ação judicial. “E só pra deixar claro. O advogado e professor Rogério Pereira não vai cobrar nada pelo futuro processo. Ele não quer. Agradeço também a todos que quiseram ajudar e foram muitos”, compartilhou.

A versão de Adonias Correa de Santana

Em entrevista ao portal BHAZ, de Belo Horizonte, o empresário afirmou que tomou tal atitude porque, no dia anterior, teria sido assaltado por Anderson. “Esse vídeo criou um grande transtorno na minha vida. Esse cara que eu dei um tapa nele, que todo mundo está colocando ele de santo, ele me assaltou um dia antes. Fiquei uma hora com um revólver na cabeça e ele quase me matou, esse bandido. A mídia quer fazer ele de santo”, acusou.

“Dou razão para a pessoa [que assiste ao vídeo]. No contexto, parece um cara que está pedindo ajuda e leva um tapa, mas não é isso. Eu o conheci na rua no dia anterior. Pode ver que estou dando R$ 20 para segurar ele e chamar a polícia. Mas não é real isso aí que eu bati nele porque ele é morador de rua. Morador de rua não rouba, não mata, não trafica e não estupra. E eu nunca neguei ajuda para morador de rua. Esse aí me assaltou , mas a imprensa não fala isso”, reclamou.

Questionado se tinha algum arrependimento do que aconteceu, Santana disse que faria tudo igual: “Não me arrependo e faria de novo, não sou hipócrita. Eu jamais bateria na cara de um mendigo, um necessitado ou morador de rua por causa de um prato de comida ou R$ 20”. A publicação apurou que o homem responde a mais de 20 processos na justiça, incluindo ameaça e questões trabalhistas. “Nenhum por estupro, nenhum por assalto, nenhum por homicídio. Respondo a processos eleitorais e coisas corriqueiras”, minimizou.


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