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Berrío e Ribeiro entram a mil e Flamengo renasce após expulsão

A dupla substituiu os apagados Geuvânio e Henrique Dourado.

Berrío e Ribeiro entram a mil e Flamengo renasce após expulsão
1 | Agencia Estado
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\"Menos é mais\". A frase do arquiteto alemão Ludwig Mies van der Rohe nada tem a ver com futebol, mas simplifica a vitória do Flamengo sobre o Sport na tarde de domingo na Ilha do Retiro.

O roteiro pode até apontar para um resultado conquistado na base da garra, superação, entrega: com um jogador expulso, o Flamengo se desdobrou para bater os pernambucanos. Não foi assim. Foi uma questão de técnica e organização, que o time só conseguiu mostrar após as entradas de Everton Ribeiro e Berrío.

A dupla substituiu os apagados Geuvânio e Henrique Dourado dois minutos depois do cartão vermelho para Lucas Paquetá. E conseguiu mostrar mais do que os três juntos. Não à toa, eles protagonizaram jogada onde o colombiano cabeceou na trave e deram maior poder ofensivo ao time que venceu com gol de Willian Arão.

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(Crédito: Agência Estado)

Já sem Pará, Rodinei, Diego e Uribe em relação ao time que venceu o Santos no meio de semana, Dorival Júnior surpreendeu com uma quinta alteração ao poupar Everton Ribeiro e escalar Geuvânio entre os titulares. A pobreza do futebol apresentado nos primeiros 45 minutos mostrou que a escolha não foi bem sucedida.

O Flamengo não se achava em campo, apresentava erros de posicionamento nas ações ofensivas e sequer conseguia exercer uma de suas principais características: a posse de bola. Tanto que o Sport chegou a 59% na etapa inicial. Menos mal que defensivamente a equipe se portou bem.

Se as ações ofensivas dependiam quase que exclusivamente da dupla Renê e Vitinho, lá atrás a opção por Rhodolfo com Léo Duarte deslocado para lateral direita deu certo. Mesmo improvisado, o zagueiro roubou quatro bolas e cometeu dois desarmes, além de levar a melhor na maioria dos duelos com Mateus Gonçalves.

Bem protegido contra um adversário com nítida inferioridade técnica, Dorival Junior chamou Ribeiro e Berrío com a substituição em mente: sacar Geuvânio e Dourado, e avançar Paquetá. E nem mesmo a expulsão do camisa 11 o fez mudar de ideia.


O Nordeste é nossa casa, nós somos uma Nação! Nunca pensem que o Urubu está morto. Pra cima, vambora! OBRIGADO MEU DEUS! #VamosFlamengopic.twitter.com/mgIdbGd5Tv

— Orlando Berrio (@oberrio28) 19 de novembro de 2018


Em desvantagem, o Flamengo usou a inteligência. Posicionou-se sem centroavante, deu campo a um Sport desesperado na luta contra o rebaixamento e apostou no contra-ataque. Deu certo.

Berrío chutou fraco para defesa de Mailson na primeira oportunidade, acertou a trave na segunda, e Everton Ribeiro ainda teve uma terceira chance em que cavou pênalti. Nada foi marcado e nem foi necessário. A essa altura, o placar já apontava 1 a 0.

A cobrança de escanteio de Vitinho para cabeça de Arão no primeiro pau recompensou o ímpeto ofensivo rubro-negro após as alterações de Dorival Junior. Defensivamente as coisas já iam bem e bastou administrar o placar.

Se \"menos é mais\", Everton Ribeiro e Berrío foram determinantes para um Rubro-Negro que foi bem melhor com dez do que com onze. Números que ajudaram em outra matemática: a da caça ao Palmeiras.

Com 66 pontos, o Flamengo agora é o vice-líder do Brasileirão, com cinco a menos que o Palmeiras. Quarta-feira, pela 36ª rodada, o rival é o Grêmio, no Maracanã, às 21h45 (de Brasília), mesmo horário que os paulistas recebem o América-MG, em São Paulo.

 


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