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Com gols anulados, Brasil não passa de 0 a 0 com a Venezuela

Seleção lidera o Grupo A, com quatro pontos, por ter um gol de saldo a mais do que o Peru

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A seleção brasileira não conseguiu a classificação antecipada para as quartas de final da Copa América. Na noite desta terça-feira (18), em Salvador, o time treinado por Tite teve bons momentos, mas não saiu de um empate por 0 a 0 com a Venezuela e foi vaiado após o apito final. O Brasil sofreu com três gols anulados - dois deles por impedimento após ação do VAR - e só lidera o Grupo A, com quatro pontos, por ter um gol de saldo a mais do que o Peru, que mais cedo derrotou a Bolívia por 3 a 1. Com informações do Uol.

Juan Mabromata-AFP


O time canarinho apresentou alta intensidade no começo dos dois tempos e encurralou a Venezuela, mas não converteu as chances criadas em gol na Arena Fonte Nova. Pelo menos não em gols legais. Foram três bolas na rede não validadas pela arbitragem. Primeiro com Roberto Firmino, por suposta falta em adversário ao girar na área, e depois com Gabriel Jesus, em lance interpretativo de impedimento que gerou contestação entre torcedores e comentaristas de arbitragem. No fim, Philippe Coutinho também teve um gol anulado, já que a bola desviou no impedido Firmino antes de entrar.


Na rodada final do Grupo A, o Brasil enfrenta o Peru às 16h de sábado, na Arena Corinthians, em São Paulo. Já a Venezuela encara a lanterna Bolívia, no mesmo dia e horário, no Mineirão, em Belo Horizonte.


Juan Mabromata-AFP

Quem foi bem: 

Gabriel Jesus Foi o jogador mais perigoso da seleção brasileira, mesmo atuando somente no segundo tempo. Sua entrada no lugar de Richarlison, muito nervoso na etapa inicial, tornou o time mais agressivo. Jesus criou boas chances pelo lado esquerdo, incluindo com um raro chute de fora da área, e ainda protagonizou o lance de impedimento duvidoso em um dos gols anulados do Brasil. A arbitragem considerou que o desvio do venezuelano na jogada foi involuntário e não configurou o início de um novo lance.

Quem foi mal: Casemiro

 O volante do Real Madrid errou mais passes do que o costume. Isso tirou a confiança do jogador, que passou a arriscar menos e ser marcado mais facilmente pelos venezuelanos. A queda de rendimento foi notada por Tite, que resolveu, mesmo diante da impopularidade do substituto, colocar Fernandinho no meio do segundo tempo.

Arthur retorna com bom desempenho

 Arthur fez seu primeiro jogo oficial pela seleção brasileira. O volante ficou apenas no banco de reservas durante a vitória sobre a Bolívia, enquanto se recuperava de uma pancada no joelho direito, mas retomou a posição no meio de campo do Brasil para a noite de hoje. Como Tite gosta de dizer, foi o "Arthur do Grêmio", armando o time de trás e acelerando as jogadas com enfiadas de bola precisas. Foi um retorno para ganhar confiança.

Atuação do Brasil 

Mais intensa e veloz do que na estreia contra a Bolívia, a seleção brasileira se impôs desde o início do jogo em Salvador. A volta do intervalo também foi marcada por alta intensidade. O problema foi conseguir manter esse ritmo mais forte na segunda metade de cada tempo. Na etapa final, Gabriel Jesus conseguiu alongar um pouco mais o tempo de pressão. E Tite, ao acionar Everton, tentou tornar a equipe mais ágil. O objetivo das trocas foi atingido.

Juan Mabromata-AFP

Atuação da Venezuela 

A seleção venezuelana está cada vez mais consolidada como uma equipe de melhor nível. O jogo organizado e competitivo contra o Brasil é mais uma prova disso. O meio de campo tem ótimo poder de marcação, mas sem perder capacidade de criação como acontece com outras retrancas. E o ataque mostrou velocidade para assustar os brasileiros em contragolpes. Rondón foi inteligente para fugir de Thiago Silva e tentar impor sua força física nas disputas corpo a corpo com Marquinhos. Se tivesse um companheiro mais próximo para tabelar, poderia levar ainda mais perigo.

Juan Mabromata-AFP

Cronologia do jogo 

Depois de sofrer para engrenar um jogo mais leve contra a Bolívia, o Brasil conseguiu ser mais agressivo diante da Venezuela. O primeiro tempo começou com uma blitz canarinho, com pelo menos três boas chances criadas, quase sempre com David Neres, e até um gol anulado de Roberto Firmino, em falta duvidosa apontada pelo chileno Julio Bascuñan. Aos poucos, no entanto, os venezuelanos ajustaram uma eficiente marcação no meio de campo e quebraram o ritmo da partida.

Para tentar deixar a seleção mais forte para aguentar a disputa física promovida pela Venezuela, Tite apostou em Gabriel Jesus logo na volta do intervalo. Richarlison, apagado, saiu. A mudança deixou o Brasil um pouco mais agressivo, com Jesus passando perto de marcar em chute colocado de fora da área. O camisa 9 chegou a balançar as redes, em novo lance anulado pela arbitragem, desta vez por impedimento.

Um impedimento também frustrou a comemoração efusiva de Coutinho nos minutos finais da partida. Após grande jogada de Everton Cebolinha, que entrou na vaga de David Neres e enlouqueceu a torcida, a bola sobrou na pequena área, e o meia chegou chutando para o gol vazio. O problema é que a bola desviou levemente em Firmino antes de entrar. O lance foi anulado com o auxílio do VAR, assim como o de Jesus.

Juan Mabromata-AFP

FICHA TÉCNICA BRASIL x VENEZUELA Copa América - 2ª rodada 

Data/hora: 18 de junho, 21h30

 Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA) 

Árbitro: Julio Bascuñan (Chile) 

Assistentes: Christian Scheimann e Claudio Rios (Chile) 

VAR: Roberto Tobar (Chile) 

Público: 39.622 pagantes/2.965 não pagantes

 Renda: R$ 8.734.480,00 

Cartões amarelos: Casemiro (Brasil); Murillo e Figuera (Venezuela).

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luís; Casemiro (Fernandinho), Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison (Gabriel Jesus), David Neres (Everton) e Roberto Firmino. Técnico: Tite 

Venezuela: Faríñez; Rosales, Yordan Osorio, Villanueva e Ronald Hernández; Junior Moreno, Rincón, Herrera (Soteldo); Darwin Machis (Figuera), Rondón (Martínez) e Murillo. Técnico: Rafael Dudamel.

Juan Mabromata-AFP


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