O Cruzeiro fez a sua torcida explodir de alegria ao vencer a Caldense de virada, por 2 a 1, pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. Depois de um primeiro tempo muito ruim em que saiu atrás no placar - gol de João Diogo aos 12 minutos -, o time celeste melhorou a produtividade na etapa final, especialmente com a entrada do lateral-esquerdo Rafael Santos, e batalhou pela vitória até os últimos instantes do confronto deste sábado, no estádio Dr. Ronaldo Junqueira, em Poços de Caldas. 

O empate veio com Giovanni, em cobrança de falta aos 28 minutos. A virada ocorreu aos 52, em finalização de Edu.

O resultado fora de casa fez o Cruzeiro assumir a liderança provisória do Campeonato Mineiro, agora com nove pontos, e a garantir no mínimo a continuidade no G4 no desfecho da quarta rodada. O próximo compromisso é na quarta-feira, às 19h30, contra o Democrata de Governador Valadares, no Mineirão, em Belo Horizonte. O zagueiro Mateus Silva, advertido com o terceiro cartão amarelo, e o meia Giovanni, expulso, vão cumprir suspensão na partida. Em compensação, Waguininho ficará novamente à disposição.

Caldense e Cruzeiro se enfrentaram neste sábado pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. (Foto: Wagner Sidney Silva / Caldense)Caldense e Cruzeiro se enfrentaram neste sábado pela quarta rodada do Campeonato Mineiro. (Foto: Wagner Sidney Silva / Caldense)

O jogo

O técnico Paulo Pezzolano precisou modificar a formação do Cruzeiro em razão dos vários desfalques. Ele não contou com Rômulo e Willian Oliveira, em isolamento devido à COVID-19, e Sidnei, com lesão na coxa direita. Outras baixas foram no ataque: Waguininho tomou cartão vermelho na derrota por 2 a 0 para o América, quarta-feira, no Mineirão, e Vitor Leque segue fora das atividades por causa de dores no tornozelo direito.

Ao definir a tática para enfrentar a Caldense, Pezzolano distribuiu a equipe em um 4-1-4-1, com Adriano à frente dos defensores Gabriel Dias, Maicon, Mateus Silva e Matheus Bidu; João Paulo, Giovanni, Pedro Castro e Marco Antônio em linha no meio-campo; e Thiago no ataque. Só que o gramado alto do estádio Ronaldão tornou o duelo truncado no meio-campo e deixou a saída de bola celeste bastante lenta.

Como se não bastasse a falta de criatividade ofensiva, a Raposa deu azar na retaguarda aos 12 minutos, quando João Diogo recebeu passe na ponta esquerda, levou a bola para o meio no contrapé da marcação de Pedro Castro e finalizou rasteiro. A bola foi chutada sem tanta força, porém desviou no zagueiro Maicon no meio do caminho e enganou o goleiro Rafael Cabral, que não chegou a tempo de fazer a defesa: 1 a 0.

Em desvantagem no placar, o Cruzeiro manteve uma posse de bola improdutiva e sem repertório para se livrar da marcação da Caldense. Mesmo com três armadores em campo - Marco Antônio, João Paulo e Giovanni -, a bola não sobrou limpa uma vez sequer para Thiago. A equipe da capital insistiu em arremates de longa distância e cruzamentos da intermediária, além de calcular mal os passes em profundidade.

Defensivamente, o time também falhou bastante. Como aos 25 minutos, quando Mateus Silva ficou indeciso para tirar a bola de cabeça e permitiu que Douglas Skilo escapasse pela ponta direita. O zagueiro, que já tinha cartão amarelo, cometeu falta no atacante da Caldense. O árbitro Felipe Fernandes de Lima apenas assinalou a infração, o que gerou críticas da comissão técnica da Veterana.

Pezzolano percebeu a insegurança de Mateus Silva e colocou Eduardo Brock em seu lugar aos 29 minutos. Apesar do “alívio” por evitar o risco de uma expulsão, a equipe continuou estéril do meio para a frente. A única conclusão na etapa inicial foi nos acréscimos, aos 47 minutos, em falta cobrada por Marco Antônio. A bola passou com perigo rente ao ângulo esquerdo de Renan Rinaldi.

O Cruzeiro voltou do intervalo com duas substituições: Gabriel Dias, que não foi bem na marcação, e Thiago, isolado entre os defensores da Caldense, deram lugar a Geovane Jesus e Edu. Quem assustou primeiro, contudo, foi a equipe da casa: Alemão carregou a bola no meio campo, soltou a bomba da entrada da área e obrigou Rafael Cabral a espalmar no canto direito.

Aos 13 minutos, Pezzolano acionou Rafael Santos na vaga de Marco Antônio e reposicionou Matheus Bidu como ponta. O lateral-esquerdo emplacou bons cruzamentos com efeito para o centro da área. Em um deles, Pedro Castro apareceu sozinho, porém pegou de canela na bola e perdeu gol incrível.

Rafael Santos continuou sendo a grande opção ofensiva do Cruzeiro. Aos 27 minutos, ele fez bom passe para Bidu, que protegeu a bola e sofreu a falta. Na cobrança, Giovanni optou por um chute baixo com efeito e mandou a redonda no canto direito de Rinaldi: 1 a 1. Três minutos depois, quase veio a virada: Rafael tentou o cruzamento, a bola desviou em Yuri Ferraz e explodiu no travessão.

A última alteração feita por Paulo Pezzolano foi a troca de Bidu pelo jovem Daniel, do sub-20, que fez boa jogada no ataque que terminou em “furada” de Edu aos 42 minutos. Na sequência, aos 44, Rafael Santos bateu escanteio, e Eduardo Brock cabeceou com força no canto esquerdo para grande defesa de Rinaldi.

No fim, uma confusão resultou nas expulsões de Paulo Vitor, da Caldense, e Giovanni, do Cruzeiro. Isso fez com que a arbitragem adicionasse oito minutos além dos 45. Deu tempo para que Edu, aos 52, anotasse o gol da vitória azul e branca. Ele mostrou o faro de artilheiro da Série B de 2021 pelo Brusque (17 gols em 33 jogos) ao dominar a redonda de barriga após cabeceio de Maicon e encher o pé sem chances para Renan Rinaldi: 2 a 1.