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Grafite: Temos que fazer mais!

Depoimento de Grafite no "Bem, Amigos" merece as manchetes

Grafite: Temos que fazer mais!
| Elton de Castro
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O “Bem, Amigos” desta segunda-feira, primeiro de junho, de 2020, foi histórico. Um pouco antes da meia-noite, Grafite antecipou-se ao #BlackOutTuesday e deu um depoimento contundente, forte e eterno. Informações do site GloboEsportes.com

Falando sobre as mortes covardes do menino brasileiro João Pedro e do americano George Floyd, Grafite foi claro: “Talvez se não houvesse o episódio de racismo nos Estados Unidos, já teríamos esquecido o João Pedro. É tudo muito rápido aqui no Brasil.”

Ele tem razão. É revoltante a naturalidade com que não se enfrenta o racismo no Brasil. Floyd nos lembrou João Pedro que nos lembrou Ágatha que nos lembrou Kauê que nos lembrou Kauan…

Grafite, que já carrega um complexo peso de ter que aceitar um apelido delicado para seguir no mundo do futebol, lembrou de Marega, o jogador francês que atua no Porto, ofendido pela torcida do Vitória de Guimarães.

“Ele não aguentou e decidiu sair de campo. A reação dos outros jogadores foi de tentar convencê-lo do contrário. E não juntar-se a ele. Bem diferente de quando Dietmar Hopp, presidente do Hoffenheim, foi xingado pelos torcedores do Bayern de Munique e o jogo foi interrompido numa corrente de solidariedade que não houve em Guimarães.”

Grafite nasceu Edinaldo Batista Libânio, em Jundiaí. O apelido remete à sua cor e altura. “Quando você não gosta, o apelido pega.”

Precisa dizer mais?

Precisa.

Quando foi chamado de “negro de merda” pelo jogador argentino Desábato, numa partida do São Paulo contra o Quilmes, em 2005, no Morumbi, pela Libertadores, Grafite acabou na delegacia depois do jogo. Teve seis meses para prestar queixa-crime. Deixou passar. Porque, como a maioria da população brasileira, negra, sentiu-se sozinho. Mesmo com a nefasta faixa exibida pela torcida do Quilmes, uma semana depois, num jogo contra o River Plate. “Grafite Macaco”.

Dói mas passa. Esta é a realidade horrorosa. Dói mas passa.

Passa nada.

“Dois meses depois do ocorrido, o xingamento passou a me prejudicar de outras formas. Eu só queria jogar futebol. Se fosse hoje, faria bem diferente. As redes sociais e uma provável mobilização popular me dariam forças para seguir em frente e lutar pelos meus direitos.”

Então, de 2005 para cá, o engajamento melhorou?

“Grandes lideranças negras estão se manifestando cada vez mais. O engajamento de quem não é negro também. Eu aplaudo isso. Mas é pouco. O apoio precisa ser durante o ano inteiro. E não só durante episódios que aconteceram comigo, Tinga, Aranha, Elias…”

E como num jogo de futebol, o comentarista completa para as redes.

“Temos que fazer mais.”

Só que, desta vez, ele não sai para comemorar.



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