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"Ingressos são muito caros", diz Thiago Silva na Copa América

Aos 34 anos, o zagueiro afirmou também que se prepara para a Copa de 2022, mas que sabe que haverá renovação na grupo.

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A estreia da seleção brasileira na Copa América contra a Bolívia, na noite de sexta-feira (14), no Morumbi, teve renda de R$ 22.476.630,00, com o preço médio do ingresso no valor de R$ 485,00. O público que pagou caro para ver a vitória por 3 a 0 torceu pouco e vaiou o time ao término da etapa inicial. As informações são do Estadão.

O zagueiro Thiago Silva disse entender a crítica, mas reclamou do valor dos ingressos. Aos 34 anos, ele afirmou também que se prepara para a Copa de 2022, mas que sabe que haverá renovação na grupo. O jogador conversou  com o Estadão, veja:

O que você achou das vaias que a seleção recebeu?Thiago Silva é zagueiro do PSG (Lucas Figueiredo/CBF).

Foram normais. Falando de uma maneira clara: os ingressos são muito caros. A gente entende a insatisfação do torcedor que pagou caro. As pessoas tinham de ter um pouco de sensibilidade com os preços. Acho que estão exagerados. Tinha espaço no estádio. Não sou de falar disso, mas a torcida teve razão no primeiro tempo. Faltou o gol. No segundo tempo, mudamos a atitude e saímos com um bom resultado. 

Qual é a importância de ganhar a Copa América em casa?

Estamos no caminho certo, mas foi apenas o primeiro jogo. A gente tem o privilégio de fazer a competição dentro de casa. Sabemos que a responsabilidade é nossa. Mas não podemos esquecer que existe a pressão para os outros, a de jogar contra o Brasil aqui dentro. 

A vitória era fundamental?

 Sim. Estamos mais tranquilos. Sabíamos do nervosismo da estreia. Eu fiquei quase dois meses sem jogar 90 minutos. Senti um pouco mais que o normal, mas estou feliz com o rendimento individual e do grupo. 

Como você projeta o jogo com a Venezuela na terça-feira?

Será diferente. Acho que eles vão marcar um pouco atrás, mas vão jogar. Eles têm grande qualidade técnica. Ganharam da Argentina recentemente. 

É obrigação terminar como líder da chave?

Obrigação é uma palavra muito forte, mas somos favoritos. Temos essa consciência. Mas temos de mostrar esse favoritismo dentro de campo. 

A ausência do Neymar deixa uma lacuna muito grande na seleção?

Neymar é indispensável para qualquer equipe. Na Liga dos Campeões, fomos (o PSG) eliminados pelo Manchester United muito pelo fato de o Ney não estar em campo. Mas tanto o Everton quanto o Neres fizeram um bom jogo. O Ney está no nosso grupo de WhatsApp e mandou uma mensagem bem positiva. 

Você se vê na próxima Copa?

A gente tem de viver o presente, a Copa América. Depois, vamos pensar nas Eliminatórias. Tudo pode acontecer para 2022. É inevitável não falar de renovação. Isso deve acontecer pouco a pouco. Não é possível mudança drástica de 23 jogadores. Já estamos vivendo a mudança bem feita pelo professor (Tite). Acredito que estou em alto nível, mas a gente não sabe até quando. Vou continuar me preparando para 2022.


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