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Morte do protagonista de “Pantera Negra” abala o mundo do esporte

Chadwick Boseman é amigo de alguns dos principais nomes do esporte mundial, como LeBron James, e interpretou o primeiro negro da Major League Baseball, Jackie Robinson, no cinema

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A coincidência de datas fez o susto ser grande e o luto bater forte. Em meio a um boicote histórico na NBA em protesto contra o racismo, no dia conhecido como o Dia de Jackie Robinson, o pioneiro a abrir as portas da MLB aos atletas negros, morreu um símbolo de ambas estas lutas. Morreu o intérprete de um super-herói que levou pela primeira vez aos cinemas um elenco 100% preto e um filme de histórias em quadrinho à principal categoria do Oscar.

Aos 43 anos, Chadwick Boseman, famoso mundialmente pelo papel do Rei T’Challa em “Pantera Negra”, morreu após quatro anos de luta contra um câncer no cólon. Amigos de alguns dos maiores astros do basquete mundial, ele também marcou seu nome no mundo do beisebol ao dar vida a Jackie Robinson no filme “42”, número da camisa do ex-jogador, falecido em 1972.

Chadwick Boseman no lançamento do filme "42" (foto: Getty Images)

Comecemos pela relação com o beisebol, possivelmente a menos conhecida do grande público. A Major League Baseboll (MLS) foi criada em 1869, quatro anos após o fim da Guerra Civil americana, sendo uma das ligas mais antigas dos Estados Unidos. Ela era restrita a jogadores brancos, enquanto os negros tinham que se contentar em jogar nas ligas menores, menos prestigiadas.

Jackie, nascido na Georgia, romperia essa barreira ao ser contrato pelo Brooklyn Dodgers em 1947. O valor esportivo dele rapidamente se tornou inquestionável. Jogou em seis World Series e disputou seis “All-Star Games”, sendo MVP da liga em 1949. Teve participação decisiva para que os Dodgers fossem campeões em 1955, um ano antes de parar de jogar.

Robinson, o camisa 42 (Foto: Getty Images)

Mas a busca por reconhecimento era um desafio diário, dentro e fora de campo. Ele sofreu duramente com hostilizações das torcidas adversárias e até com fogo amigo de alguns companheiros. Mas resistiu. E por isso tornou-se um símbolo da luta contra o racismo no esporte americano.

Robinson jogava com a camisa 42, que batizou o filme no qual Chadwick Boseman o interpretou. O número foi aposentado em 1992 pela MLB em toda a liga – ou seja, em nenhuma equipe nenhum outro jogador pode usá-lo. E o dia 15 de abril, data do primeiro jogo de Robinson na MLB, passou a ser comemorado como o Dia de Jackie Robinson.

Por causa da pandemia, em 2020 a liga estava paralisada em abril. Mas a data é tão simbólica que a liga a transferiu para o dia 28 de agosto, para que não passasse em branco. Neste dia de homenagem todos os jogadores são autorizados a vestir o número 42. É um momento de reflexão sobre a igualdade.

Matt Kemp e Chadwick Boseman em 2013  (Foto: Getty Images)

Robinson morreu jovem, aos 53 anos, vítima de um ataque cardíaco, quatro anos antes de Boseman nascer. O ator se foi ainda mais precocemente, aos 43, após quatro anos lutando contra o câncer. Mesmo sem coexistirem fisicamente, os dois se encontraram através do cinema e do exemplo. Foram dois vanguardistas na arte de inspirar novas gerações pela representatividade, por levar os negros aos palcos dominados por brancos e encantar multidões com seus respectivos talentos.

Ao longo desta última semana, com os boicotes se espalhando pelas diferentes ligas americanas em apoio ao movimento liderado pelo Milwaukee Bucks na última quarta-feira, a elite do beisebol engrossou esse coro lembrando suas raízes negras. Jogadores de New York Nets e Miami Marlins ficaram em quadra por exatos 42 segundos e depois se retiraram em silêncio, sem jogar. Todas as partidas da MLB acabaram remarcadas.

Chadwick Boseman recebe homenagens de ídolos do esporte






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Rest In Paradise King 👑! #TheHellWith2020 #FCancer

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Para quem não conheceu Boseman pela atuação em 42, filme lançado em 2013, o protagonismo inédito em “Pantera Negra” o elevou a outro patamar de popularidade em 2018.

Virou ídolo de uma geração que se afirma cada vez mais com orgulho de sua negritude e que tem exemplos de sucesso de sobra nos quais se espelhar. Tornou-se amigo de ícones do esporte mundial como LeBron James e Lewis Hamilton, que hoje puxam a enorme fila de atletas que lamentam a morte precoce do jovem ator.



Fã de basquete, Boseman era figura recorrente em partidas da liga americana. No All-Star Game de 2018, com Pantera Negra no auge do sucesso, ele deu a "bênção" a Victor Oladipo. Na disputa de melhores enterradas, o jogador do Indiana Pacers foi até o ator na torcida, pegou uma máscara do herói e fez a saudação de Wakanda antes de partir para a cesta. Oladipo não venceu, mas ficou a amizade.

A última aparição pública de Boseman foi justamente o All-Star Game desta temporada, em fevereiro. Depois, com a pandemia, o ator ficou recluso e viu o agravamento da doença. Depois de fazer brilhar tantas histórias que precisavam ser contadas, descansou.


Será lembrado como herói sem capa, de pele preta, capaz de unir esporte e arte com a busca por igualdade e justiça. É dia de luto em Wakanda e em todo o mundo.


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