Se o objetivo do técnico Abel Ferreira é usar a sequência inicial do Palmeiras no Campeonato Paulista como preparação para o Mundial de Clubes, prioridade absoluta do clube nesse início de ano, ele deve ter gostado do que viu neste domingo (23), após a equipe vencer o Novorizontino por 2 a 0, fora de casa, na estreia oficial na temporada e no Estadual.

Taticamente, o Alviverde apresentou as mesmas qualidades que o levaram a conquistar o bi consecutivo da Copa Libertadores ano passado. Também pudera, afinal a escalação foi a mesma do jogo ante o Flamengo.

Na prática em campo, os problemas também foram os mesmos, mostrando porque Abel tanto pede pela contratação de um centroavante. O Palmeiras cria, é forte nas jogadas pelas laterais, mas pouco efetivo na conclusão dentro da área.

Jogadores do Palmeiras comemoram o gol de Zé Rafael, o primeiro do jogo (Foto: Divulgação/Palmeiras)Jogadores do Palmeiras comemoram o gol de Zé Rafael, o primeiro do jogo (Foto: Divulgação/Palmeiras)

Sobra, como sempre, o bom aproveitamento nas finalizações de longe. E os dois gols palmeirenses em Novo Horizonte foram marcados dessas maneira. O primeiro com Zé Rafael, que dessa forma vai garantindo sua vaga entre os titulares nos Emirados Árabes Unidos e afastando as sombras de Atuesta e Rafael Navarro. O segundo foi de Dudu, peça mais que fundamental no esquema alviverde.

Das ponderações que o torcedor já tem com o Verdão para o Mundial, fica a experiência de ver alguns dos novos contratados em campo. Atuesta, Rafael Navarro e Murilo entraram no segundo tempo, e mexeram taticamente com o time.

O Palmeiras segue sua saga, tanto no Paulistão, quanto na preparação para o Mundial, na quarta-feira (26), quando enfrenta a Ponte Preta, no Allianz Parque, às 21h45 (de Brasília). No mesmo dia, só que mais cedo, às 19h30 (de Brasília), o Novorizontino joga diante do Ituano, fora de casa.

Verdão tem início tímido e de poucas chances

Pode ter sido o calor, pode ter sido o fato de ser apenas a primeira partida da temporada, mas o Palmeiras ficou longe de empolgar no início do jogo no interior. O ritmo parecia mesmo ser o de um jogo-treino.

Com um ritmo tranquilo, o Verdão não teve problemas para dominar as ações no jogo. As chances concretas, contudo, demoraram a aparecer.

Aos 24, Gustavo Scarpa chegou até a linha de fundo pela esquerda, cruzou para dentro da área, Mayke ajeitou de cabeça e Zé Rafael finalizou cruzado, mas Giovanni faz a defesa.

Muito depois, aos 41, Rony conseguiu de novo arrancar suspiros palmeirenses em Novo Horizonte. O novo camisa 10 recebeu bola na entrada da área, limpou a marcação e finalizou colocado, mas a bola saiu raspando a trave direita dos mandantes.

No último lance da etapa inicial, o Verdão conseguiu enfim furar a defesa do Tigre. Aos 47, Zé Rafael dominou um passe na entrada da área, ajeitou para a perna esquerda e finalizou para o gol, acertando o canto esquerdo. 

Na volta do intervalo, talvez a maior das vontades de Abel aconteceu: o Palmeiras definiu o jogo de cara. Logo no primeiro minuto, Dudu recebeu bola pela direita no campo de ataque, ajeitou e finalizou de canhota, mandando no ângulo direito de Giovanni para balançar a rede.

Com a vantagem no placar, o forte calor da cidade interiorana e um adversário que pouco assustava, o comandante português aproveitou para fazer as suas experiências visando Abu Dhabi.

Na primeira leva de substituições, tirou os dois autores de gol até então e promoveu a esperada estreia do elogiado Atuesta, além de formar um ataque com os jovens e rápidos Wesley e Gabriel Veron.

No decorrer da etapa, foram as vezes do zagueiro Murilo e do centroavante Rafael Navarro entrarem. 

O 4-3-3 formado a partir de então, com as peças que o comandante esperava, serviu apenas como força de observação. Com jogadores sentindo os efeitos do calor e do primeiro jogo da temporada, o Palmeiras controlou o resultado e fez o suficiente para estrear com os três pontos.

O momento de maior emoção foi aos 46, quando o VAR apareceu pela primeira vez na temporada e entregou o goleiro Giovanni defendendo uma bola com as mãos fora da área. Acabou expulso. E sem mais substituições, Léo Condé escalou o volante Léo Baiano para ser  arqueiro nos instantes finais.