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Técnico do Independiente pede demissão após sofrer ameaças

Treinador foi campeão da Copa Sul-Americana com a equipe

Técnico do Independiente pede demissão após sofrer ameaças
Ariel Holan comemora título da Copa Sul-Americana pelo Independiente | Reprodução
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O Independiente-ARG sofreu uma baixa importante semanas após a conquista da Copa Sul-Americana. O comandante que levou os Rojos até o título, Ariel Holan, decidiu não seguir como técnico e deixou o clube.

Em carta divulgada hoje em sua conta oficial no Twitter, 20, Holan anunciou sua decisão e deixou claro o motivo principal por sua saída: o medo das barras bravas, as torcidas organizadas na Argentina.

No dia 19 de outubro, em meio a disputa da Copa Sul-Americana, o técnico foi abordado por carros e motos enquanto dirigia. Líder da principal barra brava do Independiente, Pablo Álvarez, desceu de um dos veículos para ameaçar Holan e pediu uma quantia em dinheiro em troca de apoio durante os jogos.

Ariel Holan comemora título da Copa Sul-Americana pelo Independiente (Crédito: Gazetta Press)
Ariel Holan comemora título da Copa Sul-Americana pelo Independiente (Crédito: Gazetta Press)

Esta seria a terceira oportunidade em que o treinador tinha sido abordado por envolvidos com a barra brava do clube.

Armados com pedaços de madeira, Álvarez exigiu US$ 50 mil dólares (cerca de R$ 148 mil), negado por Holan. Após a negativa, o líder fez uma última ameaça: "A decisão é sua: acertamos aqui ou em Assunção". A equipe viajaria em seguida ao Paraguai para enfrentar o Libertad-PAR.

"Pela primeira vez na minha vida, a integridade física da minha família, de meus parceiros de trabalho e a minha própria está em grave risco. Uma situação que não estou disposto a tolerar nem a conviver, e creio que nenhum trabalhador do futebol deveria aceitar", disse.

Após o ocorrido, as ameaças voltaram a acontecer, desta vez via telefone e envolvendo também sua família. Mesmo assim, optou em seguir até o final, mas disse que não ficaria caso isso se perpetuasse. O técnico expôs a situação publicamente e teve de apelar para reforço da polícia em seu dia-a-dia.

"É inconcebível que um treinador e sua família tenham que se mobilizar com reforço policial por todos os lados, dia e noite", afirmou ainda em carta.

No último domingo, 17, Hugo Moyano foi eleito novo presidente do Independiente e prometia resolver a situação, desejando chegar a um acordo em que selasse a continuidade do treinador, que não aconteceu.


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