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57 obras estão com prestação de contas irregulares no Piauí, diz secretário

Novo secretário estadual de Planejamento, Antônio Neto, revelou que 57 obras não tiveram prestação de contas regular na última gestão e isso gera um bloqueio de novos créditos

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O novo secretário estadual de Planejamento, Antônio Neto, falou ontem das dificuldades enfrentadas pelo Estado no primeiro mês após a transição da Chefia do Poder Executivo.

O temor quanto a real situação já permeava a equipe ainda no ano passado, contudo, os desafios só puderam ser sentidos com a posse. Desse modo, a atual preocupação está no alinhamento da gestão às regras estabelecidas pelo Governo Federal.

"Essa questão da inadimplência do Estado é um assunto que traz muita preocupação no momento. Para se administrar o poder público é preciso seguir uma série de regras e mecanismos de controle internos e externos. A última gestão descuidou um pouco, é preciso que haja prestações de contas para o Estado não ter prejuízos", relatou.

O otimismo, porém, é retratado através da efetividade nas medidas adotadas, segundo Neto, faltam poucos convênios a serem normalizados.

"Acredito que faltam apenas dois convênios para ter as inadimplências resolvidas", disse. O gestor ressaltou, no entanto, que para conseguir a liberação do crédito é necessário certo tempo, tendo em vista os problemas enfrentados quanto a prestação de contas na gestão passada.

"Em relação a prestação de contas e liberação de créditos, é preciso tempo. Por exemplo, 57 obras não tiveram prestação de contas regular na última gestão e isso gera um bloqueio de novos créditos. Temos que resolver isso em curto prazo", disse.

Essas dificuldades ainda impõem empecilhos para que o Estado retome o caminho projeto, Neto apontou que Wellington Dias (PT) está tomando as medidas cabíveis para que a situação seja regularizada.

"É preciso servidores terceirizados, contudo o Estado necessita reduzir essa questão para poder entrar numa situação equilibrada e normal", afirmou.

AVANÇOS - Para o secretário, a burocracia em relação a certos trâmites conduz para uma barreira na busca de avanços no Piauí. "Deveria existir uma forma de dar mais agilidade a alguns trâmites, essa é uma realidade, mas alguns órgãos já estão sensíveis para minimizar essa burocracia", garantiu Antônio Neto.

Nesse sentido, o gestor destacou o compromisso do atual chefe do Executivo Estadual de retomar o Projeto de Desenvolvimento Econômico e Social (PDES), e esboçou confiança ao fazer uma perspectiva para o futuro do Piauí.

"Esse é o terceiro governo do Wellington e com certeza será voltado para o econômico. Tenho certeza que daqui a quatro anos estaremos falando apenas dos avanços do Estado", complementou.

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