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Ana Kelma Cunha Gallas: Da academia à literatura LGBT

Com o livro Espelhos e Miranges, Kelma recebeu dois prêmios

Ana Kelma Cunha Gallas: Da academia à literatura  LGBT
Kelma Gallas | Léo Villari
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Ana Kelma (Crédito: Léo Villari)
Ana Kelma (Crédito: Léo Villari)

Ana Kelma Cunha Gallas, ou Hanna K., pseudônimo utilizado para escrever romances lésbicos, é uma comunicóloga nascida em Caxias-MA, no dia 17 de agosto de 1966, e criada em Teresina-PI, até a presente data. Com uma vida que passeia entre o jornalismo, produção acadêmica, literária e cinematográfica.

Seja criando roteiros de filmes, escrevendo livros, coordenando grupos de extensão, a criatividade de Kelma Gallas é intensa. Atualmente a autora defende o volume Espelhos e Miragens. O texto é um romance lésbico que está dando o que falar e fazendo maior sucesso entre o público LGBT.

Com Espelhos e Miranges, Kelma recebeu dois prêmios: o Papo Mix de Literatura e um prêmio de literatura concedido pela organização da Parada Gay de São Paulo. Uma quebra de paradigmas para uma Nordestina, filha da terra de “cabra macho”, que acaba sendo repleta de valores equivocados patriarcais.

Mas diante deste panorama de nadar contra a corrente, Kelma traz em si a ideia de que podemos mudar o mundo com boas iniciativas. Refutando o darwinismo social que a maioria deve governar pelas minorias, a jornalista acredita que mecanismos de conscientização e combate ao preconceito, machismo e homofobia são os alicerces para um mundo mais justo.

Mostrando que Nossa Gente é de todas as cores e pesquisas, Kelma Gallas mostra um pouco da própria sapiência em uma verdadeira aula concedida a este impresso. Como boa professora, esta entrevista não deixa de ser um instrumento de educação para leitores mais tolerantes.

Meio Norte - Como conciliar jornalismo, academia e literatura?

Kelma Gallas - Continuo atuando como jornalista. Sou coordenadora de comunicação de uma faculdade. Estou aqui desde que fundei o setor, no início da instituição, há 18 anos. Antes de entrar na carreira acadêmica, fui jornalista cultural em jornais e na TV Educativa. Entrei na área acadêmica como professora de jornalismo, mas depois de minha dissertação, comecei a investigar a área de corpo, sexo e gênero através da Teoria Queer. Então faço parte de dois grupos de pesquisa nesse campo, um vinculado à Uespi e outra vinculada a Universidade do Pará. Pesquiso homossexualidades, questões de gênero e questões relacionadas à violência contra a mulher, a situação do LGBT no Brasil e minorias sexuais e de gênero. Eu não consigo separar uma coisa da outra. Também sou roteirista de cinema e escritora.

MN - Quais filmes?

KG - Fui roteirista de Flor de Abril, do Cícero Filho, e Onde Moram os Cavalos Marinhos, além de Babaçu Love e Vida Bandida, que ainda estão inéditos. Minha vida é muito movimentada. São milhões de coisas que gosto de fazem.

MN - E na academia?

KG - Tenho um projeto de extensão chamado Um Olhar Sobre a Diversidade. Preparo os alunos para o ativismo nessa área de corpo, sexo e gênero. Preparo eles para realizar eventos e discutir essas questões problemáticas do Brasil, ainda mais porque vivemos em um contexto patriarcal e com viés moralizador. Trabalho com alunos de psicologia e serviço social, principalmente.

MN - Você fala de patriarcalismo. Lançar um romance lésbico no Piauí, de certa forma, é uma resistência?

KG - Passa muito por essa perspectiva. Como pesquisadora e ativista, trabalho para analisar de que maneira a sociedade produz violência. E não só contra o LGBT. É contra a mulher, o negro. Essa interseccionalidade é de múltiplas opressões. Estamos em um estado Nordestino com uma ideia de heteronormatividade muito forte. O modelo heterossexual vira o padrão. Os demais, as minorias, ficam pelo caminho. Essa ideia de darwinismo social é danosa. Essa ideia de elite pensante e de classe social mais elevada governando quem não se enquadra nesses perfis é condenar quem não se enquadra à morte. A mulher e o homem não podem fugir de um papel. Não há perseguição somente à LGBT. A mulher é perseguida porque tem um filho sozinho, vai estudar fora, é prostituta… É o peso da condenação social de uma forma de pensamento disseminada por escolas e famílias. O projeto da Escola Sem Partido, por exemplo, é o exemplo clássico dessa padronização.

MN - Como foi a recepção do livro?

KG - Foi maravilhosa! Desde então tenho participado de muitos eventos. Recebemos dois prêmios nacionais. Um do Papo Mix, que é um programa de TV que premia pessoas que lutam contra a LGBTfobia. Fui a única mulher e a única nordestina. Além da premiação da Parada de São Paulo, na categoria literatura. Também participei de vários congressos, como o Leia Mulheres de Teresina e Parnaíba, que deve acontecer em fevereiro.

MN - Planos futuros?

KG - Estou escrevendo um novo livro agora e tenho dois que não foram lançados físicos, apenas virtual. Tínhamos um blog chamado Xana In Box, onde as mulheres escreviam lá. Mas não vou parar não. Espelhos e Miragens tem discussões filosóficas e culturais.

MN - Espelhos e Miragens vai virar filme?

KG - Tenho esse sonho! Não eu, mas espero que alguém possa fazer isso. Que o livro seja distribuído ao ponto que vire filme.


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