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Anticorpos contra coronavírus é identificado em cão e gato

A pesquisa mostra que a presença das estruturas de defesa é a certeza de que eles foram expostos ao vírus


Uma notícia para lá de interessante e importante no momento.Pesquisadores de laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Texas A&M chegaram a identificar anticorpos neutralizantes contra o coronavírus SARS-CoV-2 (o mesmo que causa a covid-19). Eles foram encontrados em um gato e um cachorro de rua do Rio de Janeiro.

A pesquisa mostra que a presença das estruturas de defesa é a certeza de que eles foram expostos ao vírus e desenvolveram,  exatamente, uma resposta imune.

O estudo foi publicado como artigo científico no mês passado, na revista Plos One. Hoje a Fiocruz divulgado a notícia.

No total foram analisadas amostras de 96 animais. Os bichos foram levados a duas clínicas veterinárias da capital do Rio de Janeiro entre junho e agosto de 2020. 

No grupo analisado, havia 49 gatos e 47 cachorros, incluindo animais de estimação em casas com e sem registro de casos de covid-19 e animais de rua recém-acolhidos por organizações não governamentais.

Os anticorpos foram achados em animais de rua do Rio de Janeiro/Fábio Rodrigues PozzebomOs anticorpos foram achados em animais de rua do Rio de Janeiro/Fábio Rodrigues Pozzebom

A constatação de anticorpos contra o novo coronavírus em animais já foi registrada em outras partes do mundo e sugere que a transmissão de humanos para animais é possível. Os cientistas enfatizam que não há evidências científicas de que o oposto possa ocorrer e reforçam que não há qualquer justificativa para abandono ou maus tratos de animais.

Os casos de bichos com anticorpos contra o SARS-CoV-2 foram documentados principalmente em animais domésticos de famílias em que há casos da doença, mas também já há outros registros em que animais de rua e até de zoológicos foram infectados.


Amostras analisadas

A pesquisa realizada no Rio de Janeiro foi liderada por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), vinculados aos Laboratórios de Imunologia Viral, de Mosquitos Transmissores de Hematozoários, de Morfologia e Morfogênese Viral e de Vírus Respiratórios e do Sarampo e contou com a participação da Clínica Veterinária Animal Help.

Para identificar os anticorpos, as amostras foram analisadas por meio de uma metodologia de ensaio sorológico altamente específica, conhecida como PRNT90.

Os animais também foram testados com exames PCR para identificar infecções ativas, e nenhum resultado positivo foi encontrado. Para esses testes, foram coletadas amostras de swab orofaríngeo e anal.

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