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Arte do piauiense Galeno traz a Parnaíba o curador Christian Larsen

A arte do artista plástico já teve suas obras expostas em Nova York, em Chicago, em Miami e na Suíça

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A arte do artista plástico autodidata Francisco de Fátima Galeno Carvalho, nascido no Morro da Mariana, região da Ilha Grande de Santa Isabel, município de Parnaíba, conquistou o mundo e ele já teve suas obras expostas em Nova York, em Chicago, em Miami e na Suíça. Em sua arte estão presentes elementos da cultura popular, objetos do cotidiano, muita cor, luminosidade, paisagens bucólicas, aspectos regionais e surrealistas.

Onde é exposta, a arte de Galeno impressiona pela alegria, pela simplicidade, pelos elementos regionais explorados de forma tão universal. Esse fazer artístico tão simples e belo chamou a atenção de Christian Larsen, professor curador associado moderno e contemporâneo do Museum of Arts and Design (MAD) e curador pesquisador do Metropolitan Museum of Art (MET). Ele viu pela primeira vez o trabalho de Galeno numa exposição numa embaixada brasileira em frente ao Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

Galeano é artista plástico autodidata


"Vi telas cheias de cor, forma de abstração, com símbolos, ícones, pipas, fechaduras, chaves", disse Christian, afirmando que ao ver a arte de Galeno lembrou de Alfredo Volpi, considerado um dos artistas mais importantes da segunda geração do modernismo.

"A arte de Galeno me encantou, pensei em Volpi", conta, revelando que veio a Parnaíba para conhecer, ter acesso e entender melhor o pensamento do artista piauiense, compreender a razão desses ícones e de toda a simbologia dos elementos retratados por Galeno. "Seu trabalho parece muito pessoal, mas é universal. Então queria entrar no mundo dele", comenta.

Em suas telas, Galeno faz uma viagem dentro da própria lembrança. Entre mares, canoas, boiadas e a revoada dos pássaros, contemplar o trabalho do artista é se encantar com traços simples.

Obras do artista têm linguagem universal

No litoral, Christian disse que chegou a conhecer o artista Galeno melhor e a entender o significado de sua obra, que fala muito do lugar, da vida simples, da humildade. "Isso tudo numa linguagem universal, que fala para o mundo", explica Christian, afirmando que ao chegar ao lugar onde Galeno produz, percebeu que o artista piauiense está brincando, jogando com os elementos presentes em sua pintura.

"São elementos que fazem parte da obra tela, ele repete com uma variação, como música,  ele cria relações entre casa, desperta curiosidades com o olhar por trás da fechadura", diz. Para o professor e curador, é um artista que nunca perceberia esse significado sem vir a Parnaíba para conversar e entender o que há no universo do artista.

"Essa invenção do Galeno é muito especial, ele é um gênio mesmo", comenta. Apesar da genialidade em pintar, é uma pessoa humilde e brincalhona. "Ele tem uma criatividade sem limites e uma invenção para linguística. Mesmo da forma pessoal como fala, sua linguagem tem significados múltiplos, usa frases bem brasileiras e ao mesmo tempo tem alcance universal", reforça Christian.

Galeano carrega poesia na palavra e na arte

Na obra do artista, o curador afirma que Galeno tem poesia na palavra e na arte. "É um artista que merece muito mais atenção e por isso estou aqui", diz, afirmando que vai levar de Parnaíba um amigo, um irmão de coração. "Me senti abençoado por essa oportunidade de mudar minha visão e aprender minhas raízes, pois sou metade brasileiro metade americano. Minha mãe é brasileira e fui criado em Los Angeles, então o Brasil era muito longe de minha realidade", afirma, esclarecendo que desejava buscar uma maneira de voltar e perceber a riqueza que há nesse país.

Galeno é desses artistas que mergulha na realidade, viaja nos belos cenários que o cerca, na cultura local e leva as informações para suas telas, que têm muito de sua vivência e ele considera que essa característica foi o que chamou a atenção de Christian.

Simples, colorida, carregada de energia e de muitas significâncias, Galeno diz que sua obra não é vista pelo piauiense da forma como deveria ser. Mas independente disso, ele continua a trabalhar e a encantar, levando para suas pinturas a sua infância, suas memórias afetivas, a família, a cultura popular, a luz do sol e a beleza de um dos lugares mais lindos do planeta: o litoral piauiense.


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