Cartão de ônibus passa a ser obrigatório e divide opiniões

A nova formulação está valendo desde o último sábado (15).

A obrigatoriedade do uso de cartão de ônibus para ter acesso ao transporte público de Teresina tem provocado elogios e reclamações por parte dos usuários. O uso do cartão já é uma prática desde 2006, mas também era possível pagar a passagem com vales impressos ou em dinheiro vivo. A nova formulação está valendo desde o último sábado (15).

“Em 2012 foi instituído o cartão express, que é o avulso, para viabilizar a integração que foi iniciada naquele ano. Agora fica obrigatório o uso do cartão para facilitar o sistema”, reitera Vinícius Rufino, gerente de operações da Superintendência de Transporte e Trânsito de Teresina (Strans).

Antes da medida concreta, houve um período de adaptação para o usuário. “No entanto, o volume de integrações deve aumentar com os novos terminais. Para isso, liberamos contingencialmente o bilhete de ocorrência, que o cobrador entregava ao passageiro para fazer a integração. Após três meses, torna-se obrigatório o uso do cartão eletrônico”, explica Rufino.

Para adquirir o cartão há três formas. A primeira é ir aos postos credenciados do Setut, que já são comercializados, sem nenhuma burocracia ou necessidade de documentos. Ele custa R$6,30, o então a pessoa pode colocar o valor do crédito que lhe é conveniente.

Transporte público em Teresina
Cartão de ônibus passa a ser obrigatório em Teresina

Também há a possibilidade de adquirir o cartão junto ao cobrador. Neste caso, no valor de R$10, com dois créditos inclusos. Os cartões também são comercializados nos terminais de integração, no mesmo sistema dos vendidos dentro dos ônibus.

Rufino ressalta que “o cartão traz uma série de vantagens para o sistema como um todo. Ele dá mais segurança ao usuário, que não precisará andar com dinheiro. Facilita a vida do cobrador também, além da agilidade de entrar no ônibus”.

Os usuários estão divididos quanto a questão. “Eu acho que vai atrapalhar, principalmente para quem depende de transporte público. E para quem não depende, também é ruim. Além disso, não há segurança nos terminais e nem ao menos um bebedouro, mesmo com esse calor. E isso de vender cartão com os cobradores é mentira. Na quarta-feira, tentei comprar o cartão e o cobrador não tinha. Tive que pagar inteira, e gastei 12 reais para ir e voltar para casa”, conta a universitária Maurajane Mendes.

Mas há também quem apoie a decisão da prefeitura. “Acho que o uso do cartão é bem melhor do que o dinheiro porque a pessoa corre menos risco andando com plástico na mão do que com dinheiro. Também ajuda que as pessoas passem mais rápido pela catraca no lugar de ficar ali obstruindo a entrada procurando o dinheiro pra pagar”, finaliza a produtora multimídia Ana Graciela Medina.


Repórter: Lucrécio Arrais

Fonte: jornal.meionorte.com
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